Educação
Termina nesta quinta (23) prazo de inscrição em cursos técnicos gratuitos
Ao todo, são 13.055 vagas e 39 cursos técnicos, distribuídos em 96 municípios dos 27 Territórios de Identidade
O prazo de inscrição para os cursos técnicos gratuitos voltados a quem já concluiu o Ensino Médio termina nesta quinta-feira (23). Ofertadas pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), as formações são uma oportunidade ímpar para um aprendizado profissional de qualidade em instituições da rede pública estadual. Ao todo, são 13.055 vagas e 39 cursos técnicos, distribuídos em 96 municípios dos 27 Territórios de Identidade. As inscrições devem ser realizadas no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).
Na sexta-feira (24), acontecerá a seleção por meio de um sorteio eletrônico, cujos resultados serão divulgados nesse mesmo dia. As vagas serão destinadas, prioritariamente, aos estudantes que finalizaram o Ensino Médio na rede pública ou em escolas privadas como bolsistas integrais. Vale destacar que é destinada apenas uma única vaga por candidato, sendo que a última inscrição registrada será a válida.
Os cursos ofertados são de áreas como Administração, Serviços Jurídicos, Finanças, Recursos Humanos, Nutrição e Dietética, Análises Clínicas, Manutenção e Suporte em Informática, Logística, Desenvolvimento de Sistemas e Enfermagem, entre outras. A matrícula dos contemplados será nos dias 27 e 28 de janeiro, na unidade escolar para a qual o candidato foi selecionado. Para garantir a vaga, é necessário apresentar documentos como Histórico Escolar, RG, CPF, comprovante de residência e carteira de vacinação atualizada.
Em caso de desistência ou não comparecimento dos contemplados no sorteio de vagas, a SEC redistribuirá as vagas residuais entre os candidatos do cadastro reserva, no período de 29 e 31 de janeiro. O início das aulas está marcado para o dia 10 de fevereiro próximo. Dúvidas sobre o processo de inscrição e matrícula devem ser encaminhadas para o e-mail sorteioeletronico.suprot@enova.educacao.ba.gov.br
Cronograma do Processo Seletivo 2025
- Período de inscrições: até 23/01
- Sorteio Eletrônico: 24/01
- Divulgação do Resultado: 24/01
- Matrícula dos candidatos contemplados: 27 e 28/01
- Convocação dos candidatos do cadastro reserva: 29 a 31/01
- Início das aulas: 10/02
Educação
Novo Colégio de Tempo Integral transforma educação em Pernambués
Unidade modernizada em Salvador passa a oferecer estrutura ampliada, cursos profissionalizantes e atividades integradas para cerca de mil estudantes
O acesso à cultura, à ciência, ao esporte, à arte e à tecnologia marca um novo capítulo na educação dos cerca de mil estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Ministro Aliomar Baleeiro, localizado no bairro de Pernambués, em Salvador. A unidade passou por obras de ampliação e modernização realizadas pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Educação (SEC), para atender estudantes do Ensino Médio, da Educação Profissional e da Educação de Jovens e Adultos (EJA Médio).
O colégio conta com 20 salas de aula climatizadas, sala de dança, restaurante, teatro, biblioteca, quadra coberta e oito laboratórios voltados às áreas de informática, biologia e química, física e matemática, linguagens e ciências humanas. A estrutura inclui ainda espaços de gastronomia, escritório criativo e robótica, ampliando as oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes.
Em regime de tempo integral, a unidade oferece cursos profissionalizantes nas áreas de Logística, Dança, Recursos Humanos, Nutrição e Dietética, Finanças, Administração, Segurança do Trabalho, Gastronomia e Marketing. A proposta pedagógica também contempla estratégias voltadas ao enfrentamento da evasão escolar e ao fortalecimento da aprendizagem.
No contraturno, os estudantes têm acesso a atividades extracurriculares, como oficinas de artes, esportes, música e aulas de reforço, fortalecendo a formação integral e ampliando as possibilidades de construção de projetos de vida.
Educação
Coleção da UNEB lança 16 obras inéditas de autores negros, indígenas e quilombolas da Bahia
Publicação reúne produções literárias de estudantes da graduação e pós-graduação e amplia o acesso à diversidade cultural nas bibliotecas públicas do estado
A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) lançou, nesta quinta-feira (20), a Coleção Abre Caminhos, iniciativa que reúne 16 obras literárias inéditas produzidas por estudantes negros, indígenas e quilombolas da graduação e da pós-graduação. O lançamento ocorreu na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador.
A coleção é resultado do Edital nº 027/2025 – Literaturas Negras e Indígenas da Bahia: a Arte da Palavra no Risco da Cor, desenvolvido em parceria entre a UNEB e a Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA).
Nesta primeira edição, foram produzidos 3,2 mil exemplares impressos, que serão distribuídos entre autores, ilustradores e unidades da rede pública de bibliotecas, incluindo escolas estaduais. As publicações também estão disponíveis em formato digital para acesso gratuito.
A seleção contemplou estudantes de diversas regiões atendidas pela UNEB, fortalecendo a representatividade e a pluralidade de vozes da produção literária baiana contemporânea. As obras passam a integrar o acervo do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e serão distribuídas para bibliotecas e espaços de leitura da rede pública em todo o estado.
As versões digitais da coleção podem ser acessadas gratuitamente no portal da Eduneb por meio do link: Coleção Abre Caminhos – Eduneb.
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Educação
Educação da Bahia avança com expansão do tempo integral, alfabetização e novos investimentos
Com apoio da retomada da parceria entre os governos estadual e federal, rede baiana amplia matrículas, reduz atraso escolar e alcança os melhores indicadores de sua história
A educação pública da Bahia alcançou uma nova escala durante o governo Jerônimo Rodrigues. O avanço pode ser observado na expansão do ensino em tempo integral, na construção de escolas, na redução do atraso escolar e na recuperação progressiva dos indicadores educacionais. Com a retomada da parceria entre Bahia e Brasil no terceiro governo Lula, o estado passou a combinar os investimentos próprios acumulados desde 2007 com novos recursos federais destinados à construção de creches, ampliação da rede escolar, transporte estudantil, alfabetização e permanência dos estudantes.
A proporção de escolas estaduais que oferecem ensino médio em tempo integral, que era de 6% em 2016, alcançou 54% em 2024. As matrículas saltaram de 81 mil para 140 mil entre 2024 e 2025 e chegaram, em 2026, a aproximadamente 175 mil estudantes distribuídos em mais de 700 unidades escolares. Somente na infraestrutura educacional, foram investidos mais de R$ 9,7 bilhões, com a construção e modernização de colégios equipados com restaurantes, bibliotecas, teatros, laboratórios, quadras poliesportivas e piscinas.
Os resultados começam a se refletir nas salas de aula. O percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental subiu de 36% em 2024 para 55% em 2025, superando a meta estadual de 50%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de frequência ao ensino médio na idade adequada avançou de 72,1% para 76,2%, enquanto o contingente de estudantes em atraso escolar foi reduzido. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da rede estadual de ensino médio passou de 3,2 em 2019 para 3,8 em 2025, o melhor resultado da série histórica baiana.
A presença de Lula na Presidência recompôs uma engrenagem interrompida durante quatro anos. Por meio do Novo PAC, coordenado pelo então ministro da Casa Civil, Rui Costa, foram destinados R$ 1,2 bilhão à educação baiana para a construção de 94 creches e escolas regulares, 62 unidades de tempo integral e a aquisição de 244 ônibus escolares. O programa Pé-de-Meia alcançou 406 mil estudantes no estado, enquanto um acordo firmado entre o Ministério da Educação (MEC) e a Advocacia-Geral da União (AGU) assegurou outros R$ 3,5 bilhões referentes aos recursos do antigo Fundef.
Esse processo teve início em 2007, quando Jaques Wagner assumiu o governo da Bahia e encontrou um sistema educacional marcado por profundas desigualdades. Em 2005, 18,8% dos baianos com 15 anos ou mais eram analfabetos. A rede estadual possuía apenas 23 escolas de tempo integral, frequentadas por cerca de 11 mil alunos, enquanto a educação profissional atendia somente 9.130 estudantes em 22 municípios. O interior, as comunidades rurais e os povos tradicionais conviviam com uma oferta educacional limitada e desigual.
Wagner deu início à transformação com o Programa Todos pela Alfabetização (TOPA), articulado ao Brasil Alfabetizado, do governo Lula. Até 2011, a iniciativa havia atendido 841 mil pessoas em 407 municípios, resultado que lhe rendeu o Prêmio Darcy Ribeiro. No mesmo período, foi criado o Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITec), que levou aulas para áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas e unidades prisionais. A educação profissional ultrapassou a marca de 50 mil matrículas em 2011, mais de cinco vezes o contingente registrado em 2006.
Ao assumir o governo, Rui Costa deu novo impulso à política educacional. O programa Educar para Transformar ampliou a cooperação com municípios e universidades, enquanto o Plano Estadual de Educação estabeleceu 20 metas e 246 estratégias para o setor. O programa Mais Futuro fortaleceu a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade nas quatro universidades estaduais e, até 2023, já havia beneficiado 24.439 universitários, com investimento acumulado de R$ 218,5 milhões. Na educação básica, o Mais Estudo remunerou alunos monitores de Língua Portuguesa e Matemática, alcançando 179 mil estudantes em 2021.
O governo Rui também enfrentou o período de desestruturação das políticas federais para a educação durante a gestão de Jair Bolsonaro. Houve interrupção de repasses destinados à educação integral e enfraquecimento de programas voltados à alfabetização, creches, conectividade e formação técnica. Durante a pandemia, o presidente vetou a ampliação da assistência financeira da União a estados e municípios. A Bahia respondeu com a distribuição de vale-alimentação para mais de 750 mil estudantes, destinando R$ 132 milhões às três primeiras parcelas do benefício, além de criar o Bolsa Presença, que transformou uma ação emergencial em política permanente de combate à evasão escolar.
Foi também nesse período que a infraestrutura educacional ganhou outra dimensão. Em 2021, o estado anunciou R$ 1 bilhão para a reforma de cerca de 300 escolas e investiu R$ 61 milhões em infraestrutura tecnológica, incluindo a aquisição de 11.259 computadores. No ano seguinte, a carteira de investimentos alcançou R$ 3,5 bilhões, contemplando 200 novas escolas e a modernização de outras 400 unidades. A estrutura iniciada por Jaques Wagner, ampliada por Rui Costa e acelerada por Jerônimo Rodrigues permitiu que a educação profissional chegasse a 123.720 matrículas em 2022, com presença em 242 municípios e nos 27 Territórios de Identidade da Bahia.
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