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Cidade

Obras do VLT na Calçada avançam com implantação dos primeiros trilhos

O modal terá extensão de 36,4 quilômetros, com capacidade para transportar aproximadamente 100 mil passageiros por dia

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Na manhã̃ deste domingo (23), o governador Jerônimo Rodrigues realizou uma visita técnica às obras, na Estação
Foto: Joá Souza/GOVBA

Com os primeiros testes previstos para o início de 2026, a implantação do VLT de Salvador, que vem sendo construído pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), segue avançando. Na manhã̃ deste domingo (23), o governador Jerônimo Rodrigues realizou uma visita técnica às obras, na Estação Calçada.

No total, o modal terá 36,4 quilômetros, com 34 paradas. O orçamento é de mais de R$ 5 bilhões. “Já tivemos aqui diversas vezes, mas hoje me animou bastante. Já estamos vendo os trilhos assentados”, comemorou Jerônimo.

O diretor de Obras, da CTB, Eracy Lafuente, destacou os avanços e o andamento dos trabalhos. “Em menos de 8 meses, nós conseguimos realizar os primeiros assentamentos de trilhos numa linha de estacionamento. Estamos muito satisfeitos com o ritmo da obra, que não tem precedentes no Brasil em termos de evolução em obra metroviária”, declarou.

Com capacidade para transportar, aproximadamente, 100 mil passageiros por dia, o modal vai representar transporte com rapidez, segurança, conforto e será um vetor de desenvolvimento econômico para a capital e região metropolitana.

“Eu quero agradecer a população do Subúrbio, que compreende. A gente não faz reforma de casa sem trazer algum tipo de transtorno, mas é um transtorno que, daqui a pouco, nós veremos os benefícios. Já, já todos verão, sobre esses trilhos aqui, os trens e os vagões”, concluiu o governador.

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Após oito meses do início das obras, na Calçada, a execução do projeto do VLT já alcançou 12,8% do total a ser construído no Trecho 1. “Além de trilhos, nós estamos realizando o assentamento de dutos de energia e de telecomunicações. Estamos muito otimistas para um bom desenvolvimento e uma entrega bem rápida para a população do Subúrbio. A nossa meta é entregar a funcionalidade do pátio até dezembro deste ano, para que a gente possa receber o primeiro trem da CAF [Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles – empresa responsável pelo revisão técnica dos trens]”, explicou Eracy.

Recondicionamento técnico

Na quarta-feira (19), em São Paulo, o governador Jerônimo Rodrigues acompanhou o serviço de revisão técnica dos trens do VLT adquiridos do Governo do Mato Grosso. “Fiquei muito impressionado pela qualidade dos veículos, pelo trabalho sério que a empresa espanhola vem fazendo. O primeiro trem deve chegar em Salvador até o início de 2026, quando serão realizados os testes dinâmicos”, enfatizou o chefe do executivo.

Uma equipe de engenheiros e técnicos em mecânica e elétrica tem trabalhado na atualização dos trens, que consiste na checagem completa da carroceria, motores e parte interna das composições. Também será feita a troca de peças de borracha, baterias, renovação da pintura e teste em todos os equipamentos mecânicos e elétricos, com a substituição do que for necessário.

Progresso da obra

Até o momento foram desembarcadas em Salvador 63 carretas, transportando 3036 barras de trilhos, totalizando 44.874 metros. Equipamentos elétricos, como cubículos de média tensão, bobinas de cabos e postes, também já chegaram à capital baiana.

No Trecho 1, que vai da Ilha de São João à Calçada, os trabalhos estão em andamento. Essa etapa inclui a elaboração de projetos, obtenções de licenças, serviços de terraplenagem, drenagem, recomposição de contenção ao longo da via, além de testes dos equipamentos elétricos adquiridos do Governo do Mato Grosso.

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Já no Trecho 2, que compreende o trajeto entre Paripe a Águas Claras, os serviços estão sendo executados prioritariamente entre a rótula de acesso ao Hospital do Subúrbio e o Terminal de Integração de Águas Claras. Cerca de 9,25% das obras foram executadas, incluindo elaboração de projetos, obtenções de licenças, atividades de terraplenagem, e fundação para início do viaduto de Águas Claras.

O Trecho 3, de Águas Claras a Piatã, que fará a integração com o Bairro da Paz, está na fase inicial da obra.

Cidade

Governo da Bahia entrega 300 moradias do Minha Casa, Minha Vida em Salvador 

Residencial Zulmira Barros, no bairro Fazenda Grande IV, beneficia famílias por meio do MCMV Entidades e recebe investimento superior a R$ 50 milhões 

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brasileiros e que acaba de se tornar realidade para 300 famílias beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV)
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Sair do aluguel e conquistar a casa própria é um sonho compartilhado por milhões de brasileiros e que acaba de se tornar realidade para 300 famílias beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) Entidades. Nesta quarta-feira (30), o governador Jerônimo Rodrigues realizou a entrega das unidades habitacionais do Residencial Zulmira Barros, localizado no bairro Fazenda Grande IV, em Salvador, durante cerimônia que reuniu autoridades e moradores. 

“Hoje, entregamos 300 unidades habitacionais, fruto da parceria entre o Governo Federal, o Governo do Estado, os movimentos sociais e a iniciativa privada. É uma alegria ver tantas famílias realizando o sonho da casa própria. Nosso desejo é que este seja um ambiente de paz, segurança e oportunidades, onde crianças e jovens possam crescer com dignidade. Essa é a força de um trabalho feito em conjunto, transformando vidas e levando mais qualidade de vida ao povo baiano”, afirmou o governador. 

O empreendimento foi concluído em janeiro de 2026. Cada unidade possui 44 metros quadrados de área privativa. O conjunto residencial conta ainda com áreas de lazer e convivência, como quadra poliesportiva, parque infantil e quiosques. O investimento total ultrapassa R$ 50 milhões, sendo R$ 49.009.991,80 provenientes do Governo Federal, por meio do MCMV Entidades, e R$ 1.004.000,00 do Governo do Estado. 

Sonho realizado 

Entre os beneficiados está a empregada doméstica Doralice Ferreira, conhecida como dona Dora. Aos 60 anos, ela realizou um sonho que parecia distante. Mãe de três filhos, recebeu das mãos do governador as chaves da casa própria e celebrou, emocionada, a conquista. 

“Muita emoção, porque há muitos anos a gente vem lutando para ter uma casa. Eu nunca tive uma casa. Cheguei aos 60 anos sem ter uma casa e agora Deus me abençoou com a chave da minha casa. Estou muito feliz, feliz mesmo, de coração, porque hoje eu tenho a minha casa”, comemorou. 

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Mais dignidade e segurança 

O secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Joaquim Neto, destacou a importância do empreendimento para a promoção da dignidade, da segurança e da qualidade de vida das famílias beneficiadas. “Por meio da Conder, investimos R$ 1 milhão em obras de contenção de encosta, proporcionando ainda mais segurança para os moradores”, afirmou. 

Critérios e participação popular 

A seleção das famílias beneficiadas seguiu critérios rigorosos estabelecidos pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Além dos 11 critérios nacionais, foram considerados requisitos complementares definidos pelo município, pelo Governo do Estado e pela entidade organizadora. Outro diferencial do processo foi a participação ativa das famílias em assembleias e reuniões realizadas ao longo de mais de uma década de mobilização. 

“Além dos critérios nacionais, valorizamos a participação das famílias, que acompanham esse processo desde 2012. No Minha Casa, Minha Vida Entidades, primeiro se constrói a comunidade; depois, se entrega a casa”, destacou Marli Carrara, da União por Moradia Popular. 

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Cidade

Comerciante de Praia Grande muda de atividade e aumenta a renda após desapropriação do VLT 

Carlos das Virgens foi uma das mais de 700 pessoas indenizadas durante a construção do novo modal 

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Quando o comerciante Carlos Santos das Virgens, de 38 anos, viu as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) avançar, não imaginava
Foto: Divulgação

Quando o comerciante Carlos Santos das Virgens, de 38 anos, viu as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) avançar, não imaginava que sua renda poderia aumentar. Pelo contrário, achou que ela fosse se extinguir. 

Isso porque ele é uma das mais de 700 pessoas que tiveram um imóvel desapropriado para a construção do novo modal de transporte público da capital baiana. No seu caso, além do bar, do qual era proprietário, a casa onde morava de aluguel também foi desapropriada. 

Os dois imóveis estavam localizados no bairro de Praia Grande, no Subúrbio Ferroviário, em frente ao famoso Brega de Orlando, um cabaré tradicional da região. 

“Eu vendia lanches, hambúrguer, misto, suco natural, bebidas alcoólicas, cigarro. Tinha sinuca”, lembra, descrevendo um típico boteco da Cidade Baixa. 

Foi nesse momento que Carlos se deparou com uma grande oportunidade. Após receber a indenização pelo imóvel, ainda tentou encontrar outro espaço para reabrir seu estabelecimento. Mas uma antiga atividade pareceu mais atraente: a pesca. 

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Antes de virar comerciante, ele era pescador. Conhece o mar da Baía de Todos-os-Santos como poucos e viveu as transformações do transporte público na região pela perspectiva de quem precisava levar o pescado de um lado a outro. “Com o trem não tinha dificuldades. Às vezes dava uns problemas. Mas era melhor que os ônibus que temos hoje”, avalia. 

Negociação 

Carlos recorda que, ao receber a notícia das desapropriações, um profissional da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) foi ao local para realizar a avaliação do imóvel e levantar as informações necessárias ao processo indenizatório. “Me perguntaram quanto eu recebia, quanto gerava por mês. Falei o valor. Tudo direitinho. Foi apresentada uma proposta inicial, eu expliquei minha situação, o valor foi reavaliado e chegamos a um acordo justo. Foi tudo tranquilo”, diz. 

A negociação foi descrita por ele como “humana”. “Veio o profissional e ele super entendeu a minha situação. Porque eu estava saindo de uma área que eu estava há um tempo. Eu investi o que eu tinha ali. Então, eu ia começar do zero. E ele foi bem humano. Ele disse que eu tinha que comprar um terreno, fazer minha barraca acontecer de novo. Que teria que ser em um ponto estratégico, frente de rua. Teriam os custos de liberação. Então, a situação foi analisada com atenção e o valor passou por uma atualização. Recebi um valor justo”, conta. 

Com o contrato selado, ele levou apenas 15 dias para retirar seus materiais e o que poderia reaproveitar da estrutura, e ir embora. “Não teve dor de cabeça. Recebi a indenização, a casa ficou vazia. Não teve problema nenhum”, acrescenta. 

Incremento na renda 

O valor recebido pelo imóvel virou investimento para a nova atividade. “Comprei um barco, os materiais de novo. Paguei também algumas dívidas, porque todo mundo tem dívidas. E, agora, vivo da pesca”, pontua. 

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A mudança na atividade trouxe também um aumento na renda. No bar, Carlos faturava cerca de R$ 2,5 mil por mês, renda que oscilava a depender da demanda. “Às vezes caía o movimento”, lembra. Na pesca, esse valor subiu. “Passa disso. Passa, com certeza, mas não tenho um cálculo exato”, afirma. 

Com a nova atividade, vieram também novos planos e expectativas quanto ao início do funcionamento do VLT. Para ter onde guardar seu material de trabalho, o pescador alugou um espaço. Com as possíveis mudanças até o fim das obras, ele aguarda ansioso sobre os benefícios que serão dados aos pescadores. “Fizemos uma reunião com o presidente da CTB [Eracy Lafuente] e o líder comunitário, e nos falaram que vão fazer um espaço pra gente. Que vão ter lugares estratégicos. Vão botar rampa também para puxar os barcos. Então, fomos ouvidos e fomos compreendidos”, completa. 

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Plataforma inédita na América Latina marca início das obras da Ponte Salvador–Itaparica

Tecnologia chinesa será implantada na Baía de Todos-os-Santos em junho e promete mais segurança, eficiência logística e menor impacto na navegação

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Com tecnologia desenvolvida na China e utilizada exclusivamente por grandes construtoras daquele país, uma plataforma operacional
Fotos: Divulgação

Com tecnologia desenvolvida na China e utilizada exclusivamente por grandes construtoras daquele país, uma plataforma operacional inédita na América Latina será implantada na Baía de Todos-os-Santos a partir de junho, marcando o início da construção da Ponte Salvador–Itaparica. A estrutura será utilizada para o transporte de trabalhadores, insumos e equipamentos, garantindo mais segurança e eficiência durante a execução da obra.

Para viabilizar o início dos trabalhos dentro do cronograma estabelecido, a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica já protocolou os pedidos de alvará junto às prefeituras de Salvador e de Vera Cruz. Na capital, as atividades começam com intervenções no vão central da Baía de Todos-os-Santos e com o funcionamento do canteiro de obras na Avenida Engenheiro Oscar Pontes, que dará suporte às operações marítimas. Em Vera Cruz, os trabalhos terão início com a implantação do canteiro e a construção da plataforma, a partir do começo do município em direção ao vão central.

As obras dos sistemas viários em Salvador e Vera Cruz serão iniciadas em etapa posterior, por não integrarem o caminho crítico da construção, como ocorre com o vão central. Além das frentes de trabalho nos dois municípios, o projeto contará também com um canteiro no Estaleiro São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, viabilizado por contrato firmado com a Petrobras. No local, serão produzidos elementos pré-moldados essenciais à execução da ponte, ampliando a capacidade logística e garantindo maior eficiência ao cronograma da obra.

No dia 30 de março, um navio partiu da China transportando 44 contêineres com mais de 800 toneladas de materiais que serão utilizados na construção. A chegada da embarcação ao Porto de Salvador está prevista para a segunda quinzena de maio.

“A implantação da plataforma representa, na prática, o início dos trabalhos na Baía de Todos-os-Santos. A construção da ponte acontecerá por meio dessa estrutura, que será removida ao final da obra, com reaproveitamento de seus materiais”, explicou Carlos Prates, gerente de Relações Institucionais e porta-voz da Concessionária Ponte Salvador–Itaparica.

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Adotado em grandes projetos de infraestrutura na China, o sistema traz vantagens operacionais significativas. Uma delas é a redução de quase 70% no número de embarcações em operação na Baía de Todos-os-Santos, contribuindo para um tráfego marítimo mais organizado e seguro.

A plataforma acompanhará a ponte em praticamente toda a sua extensão e manterá o principal canal de navegação, com 400 metros de largura e 85 metros de altura, destinado à passagem de grandes embarcações. Para embarcações de menor porte, haverá canais auxiliares nos lados de Salvador e da Ilha de Itaparica, com 40 metros de largura e sem limitação de altura, permitindo o livre tráfego marítimo.

Os pescadores da região também contarão com espaços exclusivos de navegação, ainda mais próximos às margens de Salvador e de Vera Cruz, com 15 metros de largura e 3,3 metros de altura, além da possibilidade de uso dos canais auxiliares.

“Essa estrutura garante maior previsibilidade ao cronograma da obra, aumenta a segurança dos trabalhadores e daqueles que navegam diariamente pela baía. Além disso, melhora a gestão ambiental, já que resíduos sólidos e líquidos poderão ser coletados em pontos centralizados e descartados de forma adequada”, ressaltou Prates.

Inovação

Atualmente, os mesmos acionistas da Concessionária Ponte Salvador–Itaparica constroem duas pontes na China utilizando plataforma semelhante: a Ponte Ferroviária Transmarítima da Baía de Hangzhou e a Ponte Rodoviária de Liuheng. Em julho de 2025, uma comitiva técnica brasileira esteve naquele país para conhecer de perto a tecnologia empregada nessas obras.

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Novo sistema rodoviário

A Ponte Salvador–Itaparica integra o novo Sistema Rodoviário Salvador–Itaparica, considerado o maior projeto de infraestrutura da história da Bahia. Com 12,4 quilômetros de extensão, a ponte será a maior da América Latina e contará com novos acessos viários em Salvador e em Vera Cruz.

Do lado da capital, estão previstos 4,4 quilômetros de estruturas viárias ligando as regiões da Calçada e de Água de Meninos, com viadutos e túneis paralelos aos da Via Expressa. Na Ilha de Itaparica, o projeto prevê a implantação de uma via expressa de 22 quilômetros e a duplicação de um trecho de oito quilômetros da BA-001, entre a localidade de Tairu e a Ponte do Funil.

Mais do que uma ligação física entre duas cidades, o sistema rodoviário vai promover a integração regional, dinamizar economias locais e fomentar uma nova redistribuição de riqueza no estado. A expectativa é de impacto positivo para mais de 70% da população baiana, em cerca de 250 municípios, com estímulo ao escoamento da produção agrícola, fortalecimento do turismo e atração de investimentos privados.

Parceria Público-Privada

Responsável pela implantação, operação e manutenção do sistema rodoviário, a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica é formada pelos grupos chineses China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC), ambos com ampla experiência internacional em infraestrutura e logística.

O contrato firmado com o Governo do Estado da Bahia segue o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) e estabelece um prazo de concessão de 35 anos, sendo um ano destinado a estudos, licenciamento e desenvolvimento do projeto executivo, cinco anos para a construção e 29 anos para a operação do sistema.

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