Celebrado em 1º de março, o Dia do Turismo Ecológico convida à reflexão sobre uma prática que vai além da simples visita a paisagens naturais. O turismo ecológico se consolida como uma importante ferramenta de educação ambiental, geração de renda e, sobretudo, de conservação da natureza. Ao optar por conhecer áreas naturais de forma responsável, o visitante contribui diretamente para a proteção dos ecossistemas, fortalecendo iniciativas que conciliam preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
A conservação da biodiversidade, dos ecossistemas e o uso racional dos recursos naturais, aliados à valorização sociocultural das comunidades locais e à geração de renda de maneira sustentável, são pilares do turismo ecológico. Para a turismóloga e técnica do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Luciana Calil, a educação ambiental é o eixo central dessa prática, pois promove a interpretação do ambiente e a sensibilização dos visitantes.
“Quando realizado de forma responsável, o turismo ecológico estimula a manutenção das unidades de conservação, incentiva a fiscalização, fortalece projetos socioambientais e amplia a conscientização sobre a importância da biodiversidade. Além disso, a presença consciente de visitantes ajuda a dar visibilidade às áreas protegidas, reforçando seu valor ambiental e social”, destacou.
Na prática, o turismo ecológico envolve atitudes simples, mas fundamentais, como respeitar as normas das áreas protegidas, reduzir impactos ambientais, não descartar resíduos de forma irregular, valorizar guias e iniciativas locais e buscar conhecimento sobre o território visitado.
Trilhas de longo curso como ferramentas de conservação
A Bahia reúne importantes áreas destinadas à preservação ambiental e ao uso público sustentável. Esses espaços desempenham papel estratégico na proteção da biodiversidade, na conservação dos recursos hídricos e na promoção da educação ambiental. Ao visitá-los de forma consciente, o cidadão passa a integrar ativamente o processo de preservação.
Nesse contexto, o Inema fomenta políticas públicas voltadas à implantação de Trilhas de Longo Curso em unidades de conservação estaduais sob sua gestão. O Parque Estadual Ponta da Tulha, o Parque Estadual Serra do Conduru e as Áreas de Proteção Ambiental (APA) Costa de Itacaré/Serra Grande e APA Santo Antônio são exemplos de unidades envolvidas nessas ações, em articulação com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), comunidades locais e outros órgãos parceiros.
Luciana Calil também destacou os avanços para a implantação de Trilhas de Longo Curso na região da Chapada Diamantina, projeto que envolverá oito unidades de conservação. A iniciativa está sendo iniciada no território de Rio de Contas, com diálogo junto aos órgãos municipais e condutores locais.
Segundo a turismóloga, as trilhas de longo curso são ferramentas estratégicas para a conservação ambiental, pois funcionam como corredores ecológicos, promovendo a conectividade entre áreas protegidas. “Isso fortalece a conservação dos ecossistemas e do ambiente natural. Ao mesmo tempo, cria um potencial turístico significativo, conectando as pessoas à natureza, promovendo sensibilização ambiental, geração de emprego e renda e fortalecendo o turismo comunitário nas regiões envolvidas”, concluiu.

