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Saúde

Testes positivos de covid aumentam 234% na Bahia

A última vez que o estado atingiu essa marca foi em outubro de 2021

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A variante Ômicron corresponde a 71% das amostras coletadas em janeiro deste ano. Os dados são de uma nova rodada de sequenciamento genético do Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA).
Foto: Governo da Bahia

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) registrou um aumento de 234% no número de testes positivos para o covid-19 em relação aos exames realizados no período entre 1º a 12 de janeiro de 2022. A última vez que o estado atingiu essa marca foi em outubro de 2021.

A coordenadora Técnica dos Laboratórios de Vigilância Epidemiológica, Felicidade Pereira, explica que o dado mostra que, a cada 100 exames, o número saltou de 6,55 para 21,93 casos positivos. “A gente vê hoje que o percentual tem se elevado diariamente e isso atribuímos a essa nova variante Ômicron, o que é muito preocupante. Tínhamos índices baixos de positividade, mas agora já estamos vendo um reflexo de um novo cenário epidemiológico no estado”.

Até esta quinta-feira (13), o Lacen detectou, por meio de sequenciamento genético, 12 amostras da variante Ômicron na Bahia. Esse total representa 12,5% dos 96 sequenciamentos realizados em amostras coletadas no mês de dezembro. Além da identificação da Ômicron, foram detectadas 81 amostras da variante Delta e nas outras três não foi possível realizar a análise.

A Bahia já realizou mais de 1,7 milhão de testes RT-PCR, para detecção de coronavírus, por meio do Lacen. Somente no período entre 1 de março de 2021 e 12 de janeiro de 2022, foram realizados 1.744,163 testes do tipo RT-PCR, que é o padrão ouro para identificar a infecção por coronavírus.

Para a secretária da Saúde do Estado, Tereza Paim, é necessário continuar ampliando as medidas de proteção e a ampla testagem. “É de extrema importância que a população complete o ciclo vacinal e respeite as medidas de prevenção, como o uso da máscara e do álcool em gel. Estamos em um momento epidemiológico complicado, a população precisa compreender que a pandemia ainda não acabou”, destaca.

O boletim epidemiológico da última quarta-feira (12) mostrou que, até o momento, o estado possui 10.853.508 pessoas vacinadas com a primeira dose da vacina, 261.283 com a dose única, 8.940.457 com a segunda dose e 1.652.456 com a dose de reforço.

 

Saúde

Bahia tem 27 casos confirmados de Monkeypox

Um dos casos é de um indivíduo residente em Salvador e o outro de um residente de Juazeiro

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Dois novos casos de Monkeypox foram confirmados na Bahia nesta sexta-feira (12). Um caso de um indivíduo residente em Salvador e o outro de um residente de Juazeiro. Com estas confirmações, a Bahia totaliza vinte e sete casos da doença, sendo 18 em Salvador, 2 em Santo Antônio de Jesus; 1 em Cairu; 1 em Conceição do Jacuípe; 1 em Feira de Santana; 1 em Ilhéus; 1 em Juazeiro; 1 em Mutuípe e 1 em Xique-Xique. Além dos confirmados, a Bahia tem notificados 133 casos suspeitos de Monkeypox.

Dois novos casos de Monkeypox foram confirmados na Bahia nesta sexta-feira (12). Um caso de um indivíduo residente em Salvador e o outro de um residente de Juazeiro. Com estas confirmações, a Bahia totaliza vinte e sete casos da doença, sendo 18 em Salvador, 2 em Santo Antônio de Jesus; 1 em Cairu; 1 em Conceição do Jacuípe; 1 em Feira de Santana; 1 em Ilhéus; 1 em Juazeiro; 1 em Mutuípe e 1 em Xique-Xique. Além dos confirmados, a Bahia tem notificados 133 casos suspeitos de Monkeypox.

O boletim completo com os municípios em que os casos foram notificados está disponível em http://www.saude.ba.gov.br/boletinsmonkeypox.

Monkeypox é uma zoonose viral, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. A doença cursa com febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. A infecção é autolimitada com sintomas que duram de 2 a 4 semanas, podendo ser dividida em dois períodos: invasão, que dura entre 0 e 5 dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa. A erupção cutânea começa entre 1 e 3 dias após o aparecimento da febre e tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.

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Saúde

Varíola dos macacos foi tema de encontro na Uefs

Na Bahia, de acordo com o último boletim da Sesab, foram confirmados 25 casos da doença

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(Uefs) promoveu nesta quinta-feira (11) uma sessão científica para discutir a situação epidemiológica da Covid-19 e da varíola dos macacos
Foto: Edvan Barbosa (Ascom/Uefs)

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) promoveu nesta quinta-feira (11) uma sessão científica para discutir a situação epidemiológica da Covid-19 e da varíola dos macacos no Brasil. O evento, mediado pela coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Vigilância da Saúde (Nupevs) da Uefs, Erenilde Marques, contou com a presença de professores, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde. Na Bahia, de acordo com o último boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), foram confirmados 25 casos da doença nos municípios de Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Salvador, Cairu, Ilhéus, Xique-Xique, Mutuípe e Conceição do Jacuípe. Confira os boletins.

O médico infectologista e coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratório de Referência da Fiocruz do Rio de Janeiro, Rinaldo Venâncio da Cunha, foi um dos palestrantes. O pesquisador apresentou as principais características da doença e os desafios a serem enfrentados no país, como evitar o estigma em relação às formas de transmissão, estabelecer políticas de saúde coletiva para reduzir a velocidade de disseminação e ampliar a rede pública de diagnóstico laboratorial. “Nós temos hoje no Brasil cerca de 2.500 casos confirmados em 21 estados do país. É o contato muito próximo, pele a pele, que tem sido identificado como o grande responsável pela transmissão. Algo como 90% a 95% dessas transmissões têm sido associadas ao contato próximo durante a relação sexual. Isto não significa dizer que se trata de uma nova doença de transmissão sexual”, afirmou.

Ainda falando sobre as transmissões, Rinaldo Venâncio alertou que pacientes com monkeypox muitas vezes apresentam lesões orais, nos lábios, na língua e na boca, mas que não dá para saber se a contaminação entre pessoas “é só o contato conversando uma com a outra ou se é um contato mais próximo, mais íntimo, como o beijo ou durante a relação sexual”. O pesquisador ainda observou que se evita chamar a doença de varíola dos macacos porque sugere à população que os macacos são os transmissores, o que não é verdade. Ele opta por chamar de “nova varíola”.

As amostras dos pacientes com suspeitas da varíola são coletadas pelos municípios e enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA), que foi representado no evento desta quinta-feira pela coordenadora de atendimento, Jussara Silveira. “Todas as doenças de notificação compulsória precisam ser registradas primeiro e encaminhadas para o Lacen. Nós recebemos as amostras que, seguindo um fluxo desenhado pelo Ministério da Saúde, são encaminhadas para a Fiocruz do Rio de Janeiro”. Os resultados são liberados pela Fiocruz em um prazo de 72h.

Também estiveram presentes no encontro a representante do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde na Bahia (Cievs-BA), Patrícia França, a representante da Secretaria de Saúde de Feira de Santana, Maricélia Maia, e o diretor do Departamento de Saúde da Uefs, Antonio Cesar Azevedo.

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Saúde

Anvisa analisa pedidos para diagnóstico da varíola dos macacos

No total, foram cinco pedidos e todos já tiveram sua análise iniciada.

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Anvisa analisa pedidos para diagnóstico da varíola dos macacos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta quinta-feira (11), o balanço dos pedidos de registro de produtos para o diagnóstico de varíola dos macacos. No total, foram cinco pedidos e todos já tiveram sua análise iniciada.

Segundo a agência, os dois primeiros produtos foram Viasure Monkeypox Virus Real Time PCR Detection Kit, fabricado na Espanha pela empresa CerTest Biotec, e Monkeypox Virus Nucleic Acid Detection Kit, fabricado na China pela empresa Shanghai BioGerm Medical Technology. Ambos são ensaios moleculares, passaram pela avaliação do corpo técnico da Anvisa e aguardam complementação de informações por parte das empresas solicitantes para continuidade da análise.

O terceiro produto, que teve o pedido de registro submetido no dia 8 de agosto, também é um ensaio molecular e corresponde ao Standard M10 MPX/OPX, que tem como fabricante legal a empresa nacional Eco Diagnóstica, mas que tem parte da sua produção ocorrendo em outro país. A análise técnica da documentação está em curso.

Os pedidos mais recentes deram entrada na quarta-feira (10). Um deles, o Monkeypox Virus Antigen Rapid Test, o primeiro pedido relacionado a teste rápido para detecção de antígeno, fabricado pela empresa chinesa Shanghai BioGerm Medical Technology, e o produto Kit Molecular Monkeypox (MPXV) Bio-Manguinhos, fabricado no Brasil pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos.

Em nota, a Anvisa destacou que a prioridade é “a avaliação de todos os pedidos de registro de produtos para diagnóstico in vitro que possam ser utilizados como recurso para o enfrentamento da monkeypox [varíola dos macacos, em inglês]”.

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