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Pressão popular faz deputados baianos recuarem na “bolsa patrão”

Nove deputados federais baianos assinaram a emenda apelidada de “bolsa patrão”, apresentada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR)

Nove deputados federais baianos assinaram a emenda apelidada de “bolsa patrão”, apresentada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR) durante a tramitação da PEC 221/2019, que reduz a jornada de trabalho, implantando a escala 5×2. A proposta previa adiar por uma década o fim da escala 6×1 e conceder benefícios fiscais aos empregadores, como a redução do FGTS de 8% para 4% e a isenção da contribuição patronal ao INSS. A medida representaria vantagens ao empresariado, com impacto direto sobre os trabalhadores.

Todos os deputados que assinaram a emenda são filiados a partidos que apoiam a pré-candidatura do ex-prefeito ACM Neto ao governo da Bahia: Capitão Alden, Roberta Roma e Jonga Bacelar, do PL; Arthur Maia, José Rocha e Paulo Azi, do União Brasil; Diego Coronel e Rogéria Santos, do Republicanos; e Cláudio Cajado, do PP.

A repercussão nas redes sociais foi imediata. Diante da pressão, sete dos nove deputados baianos anunciaram a retirada das assinaturas. No entanto, o anúncio não se traduziu, integralmente, em formalização.

Até o momento, apenas três parlamentares oficializaram o recuo por meio de protocolo: Diego Coronel e Cláudio Cajado registraram requerimentos na Câmara dos Deputados — Coronel alegou erro de assessoria —, enquanto Rogéria Santos apresentou o requerimento nº 2940/2026 junto à Mesa Diretora. Roberta Roma e Arthur Maia comunicaram a intenção de retirar suas assinaturas, sendo este último por meio das redes sociais. Jonga Bacelar e Capitão Alden também declararam que pretendem retirar o apoio à emenda, igualmente alegando erro de assessoria. Já José Rocha e Paulo Azi, ambos do União Brasil, não se pronunciaram.

A emenda previa a concessão de benefícios fiscais ao setor patronal e o adiamento de mudanças na jornada de trabalho. O recuo anunciado após a repercussão levanta questionamentos sobre o posicionamento inicial dos parlamentares e o impacto da pressão pública sobre suas decisões.

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