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”Pássaros Azuis”: Documentário baiano reflete sobre a construção de masculinidades negras

O que significa ser um homem negro na Bahia? Essa é a pergunta que move “Pássaros Azuis: O Universo Masculino é uma gaiola”, curta-documental baiano que reúne relatos de cinco homens negros sobre como o machismo e o racismo influenciaram suas trajetórias pessoais e sociais. 

O projeto nasceu em 2019, a partir de uma pesquisa acadêmica desenvolvida em um Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo, e ganhou novos contornos em 2024 ao ser contemplado pelo Edital Paulo Gustavo Bahia. 

Com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026, o curta tem forte apelo visual e é dividido em três atos. O documentário utiliza elementos como gaiolas, tecidos e a cor azul para construir uma narrativa simbólica. A escolha cromática não foi aleatória.  

“Em nossas pesquisas, vimos que a fabricação do azul em comunidades ocidentais era desvalorizada. Então traçamos um paralelo com a identidade negra, que ainda permanece no limbo social”, explica o diretor Italo Araújo. 

Dividido em três atos, o curta entrelaça relatos pessoais com dados impactantes de instituições como IBGE, Ipea e Atlas da Violência, criando um mosaico que reflete a vivência urbana de Salvador. 

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Para o roteirista Vinicius Cerqueira, o filme cumpre um papel social importante. “O curta é necessário para a nossa sociedade. Ele traz à tona questões urgentes sobre machismo, racismo e a construção da identidade masculina negra que prende negros em estereótipos sociais”, afirma. 

Entre os entrevistados estão o delegado Ricardo Amorim, o ator e afrochefe Jorge Washington, o gestor cultural Vagner Rocha, o criador do projeto Positivar Masculinidades Tiago Azeviche e o professor Bruno Santana. 

As locações, que vão da serena Lagoa do Abaeté ao vibrante Centro Histórico, ancoram as narrativas no coração de Salvador, transformando a cidade em coautora da história. 

A produção executiva é assinada por Camilla França, fundadora da ARROZ Comunicação e Cultura, empresa baiana especializada em eventos, gestão cultural e comunicação, famosa por iniciativas como o Samba FC, que funde futebol e identidade local; e Aline Fontes, coordenadora do NordesteLAB, plataforma que fomenta o audiovisual no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Já a direção de produção fica a cargo de Leandro Lopes, que integra a equipe de produção da cantora paulista Liniker. 

Apoio financeiro: Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022. 

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