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Papo de Quinta

Passagem

O ensinamento do período da Páscoa, nos remete à eternidade da Vida, que deve ser celebrada, respeitada e valorizada

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internet e sobre a continuidade do pouco que sei, verifiquei que Páscoa (Pêssarr, em hebraico) significa literalmente “passagem”,
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Alex Curvello – Advogado

Há muito tempo o “sistema” vem desvirtuando inúmeros acontecimentos sagrados para grande parte da humanidade, tais como o Natal que vem se resumindo a “Papai Noel” e a Páscoa, ao coelhinho e chocolates. Obviamente já vivenciei o que o “sistema” determina, por influência inclusive de parte da família, sendo que internamente desejava experienciar os reais significados das datas que permanecem vivas por milênios.

Não sou nenhum estudioso do caso e estou longe de ser, entretanto tenho uma enorme curiosidade dos ensinamentos que grandes Seres vieram instruir a humanidade, isso tudo muito antes até das criações de religiões tradicionais que nos cercam.

Tenho por base, do muito que li e do pouco que sei que toda a vida do Grande Mestre Jesus são ensinamentos, desde seu nascimento, da forma como foi, todo o sofrimento, os números que o envolvem, todas as falas, realmente tudo, tem uma explicação e uma razão de ser, inclusive que Ele já sabia pelo que passaria e que vai muito além do que nos foi ensinado de forma oficial.

A semana que está quase terminando por exemplo, vem de quando Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumento, o que nos passam em resumo é que foi para demonstrar a humildade Dele, sendo que existem relatos que servem para mostrar o controle da mente consciente sobre o ego descontrolado, como uma metáfora em que Jesus é o 100% Consciente e o jumento é em parte o que existe dentro de nós e que precisamos domar para tentar uma vida correta.

Aqui não venho fazer comparações e de forma alguma desrespeitar nenhuma entidade religiosa ou a fé de qualquer um, mas sim expressar um pensamento que todo evento que represente uma fé deve ser respeitado e relembrado da melhor forma.

Mais uma vez, do pouco que sei, entendo que Jesus, em nenhuma atitude e em nenhum ensinamento constrangeu alguém a segui-lo, com isso o livre-arbítrio, é um direito de cada um de nós, entretanto o direito à liberdade de agir está intrinsecamente ligado ao dever de suportar as suas consequências, sendo assim o Próprio Jesus deixa claro o que é como uma lei, a livre escolha de querer seguir o que Ele passou ou optar por não.

Isso é tão grandioso que demonstra como Ele instruiu que cada um de nós é responsável por nossas escolhas, mas não poderemos culpar a ninguém as consequências, nem a Ele mesmo, até porque em uma de suas falas Ele diz: “se alguém quer vir atrás de mim, negue-se a si mesmo, pegue a sua cruz e siga-me”, ou seja Ele usa um “se”, Ele dá o livre arbítrio.

Assim, após o Domingo de Ramos, como tudo que cerca a vida, também tudo o que rodeia a morte de Jesus, que é relembrado anualmente na Semana Santa, está envolto em muitos mistérios, nos quais mito e história se misturam.

No início demonstrei a minha curiosidade sobre grandes Seres, são inúmeros que passaram seus ensinamentos, a história do mundo, que parece ser mais antiga do que da própria humanidade nos evidencia isso, tais como Maomé, Buda, Shiva, Lao-Tsé, Moises, dentre outros e o Maior de todos, até onde posso compreender, Jesus O Cristo, bem como entendo que todos esses Grandes Líderes da humanidade são chamados quando há uma necessidade interna de mudança de comportamento humano, não almejam poder e seus ensinamentos perduram por milênios, como bem deixou claro Jesus ao dizer; “Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”.

Em uma breve lida pela própria internet e sobre a continuidade do pouco que sei, verifiquei que Páscoa (Pêssarr, em hebraico) significa literalmente “passagem”, com isso para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu, já para judeus remonta ao período em que os seus ancestrais eram nômades, com um ritual do mundo pastoril ligado à passagem do inverno para a primavera e para os cristãos em resumo, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: é a Ressurreição, o que denota para alguns inclusive a prova da existência de mais de uma vida, assunto que poderemos papear em outro Papo de Quinta.

Diante do mundo de ensinamentos, curiosidades e aprendizados que vivenciamos, entendo que o ensinamento do período da Páscoa, nos remete à eternidade da Vida, que deve ser celebrada, respeitada e valorizada enquanto estivermos de passagem por essa experiência terrena, bem como toda a fé existente e que seja também uma verdadeira oportunidade para nossas reflexões do que devemos mudar interiormente e que reflita em nosso mundo exterior, um bom resto de Semana Santa a todos e uma Feliz Páscoa.

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Papo de Quinta

Onde está a Justiça?

Estamos a anos luz da mitológica deusa da justiça, Themis, simbolizando o bom senso e equilíbrio nos julgamentos

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Urge a extrema necessidade de termos uma justiça mais célere, além de isonômica em sua totalidade, o que muitas vezes dificulta é a
Ilustração: Pixabay

Urge a extrema necessidade de termos uma justiça mais célere, além de isonômica em sua totalidade, o que muitas vezes dificulta é a humanidade em grande parte decadente de valores morais que vive entre nós.

Estamos a anos luz da mitológica deusa da justiça, Themis, simbolizando o bom senso e equilíbrio nos julgamentos, além de portar uma espada, refletindo a força de suas decisões.

Em menos de um mês nosso país vivencia dois casos horripilantes do nosso sistema judiciário, um de uma juíza sem a mínima compaixão que tenta fazer com que uma criança de 10 anos acredite ser normal ficar grávida de um estuprador e quase que não se viu nenhuma vírgula sobre a urgência de prender esse criminoso, ou seja, uma justiça vivenciando atrocidades e mantendo a serenidade para o extremo absurdo de que um adulto tenha relações sexuais com uma criança, é um asco.

A triste realidade é que por vezes na magistratura e cargos de altos salários no judiciário, o não cumprimento das leis e até corrupções comprovadas, geram aposentadorias integrais ou até promoções com transferências, o sistema está infectado.

Mais recentemente, um homem, que aqui nem vou me dar ao trabalho de mencionar sua profissão, agride de forma covarde, covarde, apenas mais uma vez, covarde uma mulher em seu local de trabalho, chega a ser detido e sai da delegacia pela porta da frente, isso é horrível, a fragilidade de não se ter o pulso firme ou leis que se façam cumprir contra “poderosos” inescrupulosos, é asfixiante.

Certa vez foi dito a mais de 2022 anos; “Porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo”, entende-se com isso que o Próprio Jesus explicou que atrocidades estavam por vir, entretanto a humanidade ultimamente parece que perdeu o significado de ser humano.

Um ser virtuoso, como aquele que consegue e que possui a justa medida daquilo que irá realizar, seja de forma moral, bem como pela justiça, com isso devemos compreender que nosso ordenamento jurídico como um todo é o meio humano de se alcançar a justiça.

Ultimamente a busca pela justiça, inspiração de algo, atitudes refinadas ou expressar o bem, está inversamente ligado a realidade horrorosa de extrema covardia, machismo, falta de educação, inabilidade social, arrogância, truculência e uma humanidade decrépita de valores honrosos.

Diante disso tudo, inaptos em trabalhar com a justiça deveriam receber processo administrativo para perder a condição de trabalhar, demissão/exoneração, processo cível e penal com condenação há altura do dano causado.

Afirmo e não abro mão do que entendo ser o correto, devemos ter sabedoria para saber se portar com qualquer injustiça ou violência sofrida, compreendendo sempre que o sistema é cruel e sempre tentará deturpar a verdade, sendo assim, o respeito, racionalidade, amor ao próximo devem ser sempre a ordem do dia.

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Papo de Quinta

Do barro a arte

Essa é uma homenagem a todos e todas as ceramistas do nosso país, que fazem da cerâmica uma parte essencial da própria vida

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sendo que não tive a oportunidade devida para conseguir expressar o que elas e tantos outros merecem ao se dedicarem a essa arte
Foto: Instagram

Recentemente passamos pelo considerado Dia do Ceramista, comemorado dia 28/05, pensei em escrever algo sobre a nova paixão da minha esposa Ana Karla, bem como de uma prima/irmã que mora em meu coração, Juliana Suedde, sendo que não tive a oportunidade devida para conseguir expressar o que elas e tantos outros merecem ao se dedicarem a essa arte que encanta em cada detalhe.

De um breve contexto histórico, a palavra cerâmica advém do termo grego “keramiké”, que é uma derivação de “keramos”, que significa argila, sendo assim a cerâmica é uma pedra artificial obtida por meio da modelagem, secagem e “cozimento” da argila. Tem-se uma ideia de que os índios, ainda antes de Cabral já praticavam essa arte em nosso país.

O motivo real, da vontade de homenageá-las, veio ontem, ao Karla finalizar sua primeira queima autoral, em seu forno artesanal adquirido recentemente, tudo terminou por volta das 22:00, mesmo tendo começado o trabalho após as 13:00, isso mesmo são 8 (oito) horas de forno a 900º (novecentos graus), nessa primeira etapa que chama-se ‘queima biscoito’, pois bem, já estou vivenciando e sabendo nomenclaturas desse belo mundo da cerâmica.

O momento narrado acima, é quase a metade do caminho, tudo se inicia no ‘barro’, na argila ainda ‘crua’, que obviamente o que irei narrar aqui, não chega perto da realidade que acontece para a peça desde a argila, se tornar a arte já cerâmica. Pois bem, após a argila, pelo que pude perceber vem a inspiração do que aquele ‘barro’ irá se tornar, vem o molde, o torno, as condições de temperatura, a água para ir modificando a peça, o tempo para secar e aí sim, após alguns dias que a peça já em seu formato vai para a primeira queima, a que presenciamos ontem, a “queima biscoito”.

O que me encanta em tudo isso, é a junção dos quatro elementos que temos em nossa natureza, terra (argila), água, ar e fogo, a união deles que consequentemente faz plasmar a arte, além de fazer com que elas saibam conviver e respeitar uma das coisas que existem de mais valorosas em nossa existência, o tempo.

O tempo com que faz tudo aconteça, desde a argila, passando pela “queima biscoito” e aí vem a espera do tempo das peças esfriarem enquanto se preparam os esmaltes (jamais chamem de tinta – risos), após as peças em temperatura ambiente, vem o outro momento de inspiração para esmaltar cada peça, mais um período de secagem dos esmaltes e as peças seguem para uma segunda fornada de mais 8 (oito) horas até 1200º (mil e duzentos graus), ou seja, todo um processo bem delicado e único para que aquela peça chegue até você.

Karla, após anos dedicando seu tempo em outro ramo, resolveu mudar e direcionou seu foco e sua mente criativa para esses elementos naturais, fazendo da cerâmica uma arte inspiradora, elevando seu potencial para um novo crescimento profissional, abriu uma empresa a @ceramicasak no instagram que confecciona peças sob encomenda e envia para todo o Brasil.

O que faz com que eu possa compreender que a cerâmica se torna muito parecida com o que somos, moldáveis e adaptáveis, únicos e perfeitos, cada um de nós e cada peça criada, sendo assim a conexão dos quatro elementos que fazem a cerâmica acontecer, é semelhante ao que nós como humanos necessitamos para viver.

A evolução é um processo difícil, de amadurecimento e compreensão, a “morte” ela é certeira na zona de conforto, as pessoas tendem a jogar suas vontades lá e esquecem de colocá-las em prática, sendo que a foça de vontade em superar a si mesmo é a propulsão que devemos ter.

Em tempo, hoje nosso Papo de Quinta foi em homenagem a essas duas mulheres que me encantam diariamente, minha esposa Ana Karla a qual convivo todos os dias, que inspira, produz o melhor sempre, aquela que faz com que minha atenção seja irrestrita, minha prima Juliana Suedde, que sou fã incondicional, um exemplo de dedicação no que se propõe a fazer e a todos e todas as ceramistas do nosso país, que fazem da cerâmica uma parte essencial da própria vida.

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Papo de Quinta

Recebo pensão por morte, posso trabalhar?

Tal dúvida é bem corriqueira, seja no mundo advocatício, bem como com os próprios beneficiários. Saiba mais sobre o assunto

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um pedido de consulta de um colega advogado, questionando se era possível uma cliente dele que já recebe uma pensão por morte, poder trabalhar
Foto: Carol Garcia/GOVBA

Alex Curvello – Advogado

Recentemente recebi um pedido de consulta de um colega advogado, questionando se era possível uma cliente dele que já recebe uma pensão por morte, poder trabalhar com carteira assinada, sem que prejudicasse o benefício recebido pelo INSS.

Fato é que tal dúvida é bem corriqueira, seja no mundo advocatício, bem como com os próprios beneficiários, até como uma questão de defesa do que vem recebendo legalmente.

Sendo assim, importante esclarecer de início que quem recebe pensão por morte pode, sim, trabalhar de carteira assinada, entretanto, em determinados casos em que a pensão por morte passou a ser recebida por causa de dependência econômica, existem algumas restrições envolvidas.

É válido salientar e clarear para os que estão lendo o nosso Papo de Quinta que também existe a possibilidade de quem recebe pensão por morte pode vir a perder o benefício, como em casos de o segurado desaparecido retornar, quando o filho sem invalidez ou incapacidade complete 21 (vinte e um) anos de idade, possível anulação de casamento após a concessão da pensão ao cônjuge, encerramento do período previsto para que o cônjuge recebesse o benefício, dentre outros casos.

Importante mencionar também os pensionistas que não podem trabalhar, aqueles que recebem pensão por morte vitalícia por invalidez, isso porque, entende-se que se o pensionista volta a trabalhar é porque não tem mais a condição de invalidez portanto, esse é um outro motivo para perder o benefício.

Já no que se refere aos casos de dependência econômica como justificativa para receber o benefício, como ocorre com ex-cônjuges ou pais, é preciso avaliar com um especialista o seu caso específico, porque também poderá vim a perder o benefício recebido.

Sendo assim, torna-se fácil constatar que todas as pessoas que recebem pensão por morte e que não recebem pensão por morte vitalícia decorrente de deficiência ou incapacidade podem trabalhar caso consigam uma oportunidade de emprego com carteira assinada, além do mais é uma obrigação do empregador assinar a carteira dos seus empregados de sua empresa.

De mais a mais, caso você receba a pensão por morte com base em dependência econômica do segurado falecido, aí teria que ser avaliado e ter um cuidado maior do caso com um especialista, até porque como já antedito poderá ser um motivo para perder a pensão se começar a trabalhar, seja de carteira assinada ou não.

O universo de demandas do direito previdenciário e social no nosso país, envolve muita especificidade de cada caso e com isso entendo que o papel principal de quem avalia, é ter a cautela e compromisso para que cada um entenda como realmente proceder da forma mais correta possível.

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