As obras da Ponte Salvador-Itaparica seguem avançando no canteiro industrial de São Roque do Paraguaçu, no município de Maragogipe, no Recôncavo Baiano. Nesta quarta-feira (5), o Governo da Bahia, por meio da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário do Oeste (SVPonte), promoveu um workshop no local para apresentar o andamento do empreendimento a cerca de 50 jornalistas.
Durante a visita, os profissionais acompanharam os processos produtivos, conheceram as etapas de execução da obra e tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas com especialistas sobre aspectos técnicos, operacionais e os impactos socioeconômicos do projeto.
O encontro reuniu comunicadores de Salvador, do Recôncavo e do Baixo Sul, com o objetivo de aproximar a imprensa da rotina dos canteiros e da dimensão de uma das maiores obras de infraestrutura em execução no país.
Atualmente, aproximadamente 300 trabalhadores atuam diariamente nos três canteiros instalados em São Roque do Paraguaçu, Vera Cruz e Jequitaia, em Salvador. As equipes trabalham na produção de estacas metálicas e na soldagem de tubos de aço que serão utilizados na construção da ponte.
Segundo a SVPonte, mais de cinco mil toneladas de equipamentos e materiais já estão mobilizadas para a execução dos serviços.
Investimento bilionário e geração de empregos
Com investimento estimado em R$ 12 bilhões, a Ponte Salvador-Itaparica também apresenta forte impacto na economia baiana. Até o momento, o empreendimento já subcontratou 112 empresas, das quais 71 são baianas, contribuindo para a geração de empregos, movimentação da cadeia produtiva e fortalecimento da economia local.
A expectativa é que a obra amplie significativamente as oportunidades de desenvolvimento para municípios do Recôncavo e do Baixo Sul, além de estimular novos investimentos em diversos setores.
Integração e desenvolvimento regional
Com fluxo inicial estimado em 28 mil veículos por dia, a Ponte Salvador-Itaparica fará a ligação direta entre Salvador e a Ilha de Itaparica, integrando um sistema viário de 46,8 quilômetros de extensão.
Além de reduzir o tempo de deslocamento e encurtar distâncias entre regiões estratégicas do estado, a estrutura deverá fortalecer a integração logística da Bahia, facilitar o transporte de cargas, impulsionar o turismo e ampliar o desenvolvimento econômico em diversas áreas do território baiano.
Considerada uma das maiores intervenções de infraestrutura da história do estado, a ponte é vista como um projeto estratégico para melhorar a mobilidade regional e consolidar novos corredores de crescimento econômico na Bahia.

