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Mercosul e União Europeia aprovam acordo histórico de livre comércio

Depois de mais de duas décadas de tratativas, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia deu um passo decisivo

Depois de mais de duas décadas de tratativas, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia deu um passo decisivo nesta sexta-feira (9), ao receber a aprovação do bloco europeu. Para que isso ocorresse, era necessário o aval de pelo menos 15 dos 27 Estados-membros, representando 65% da população total da UE.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como estratégica para inserir o Brasil de forma mais robusta no comércio internacional. Em 2024, a União Europeia foi destino de 14,3% das exportações brasileiras, gerando impacto direto na geração de empregos e na produção industrial. “Esperamos que esse processo seja concluído o quanto antes, para transformar esse avanço institucional em oportunidades concretas de comércio, investimentos e aumento da competitividade”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.

Outras entidades também celebraram o acordo. A Abiquim destacou o potencial para reposicionar a indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado, enquanto a Abinee projeta aumento de até 30% nas exportações do setor eletroeletrônico para a UE. A CACB vê o tratado como uma “vitória da diplomacia e do setor produtivo”, com expectativa de atração de investimentos para todo o Mercosul.

Federações estaduais como Fiesp, Firjan e Fiemg reforçaram a importância do acordo, mas alertaram para desafios internos, como a necessidade de inovação, produtividade e atenção aos impactos sobre setores sensíveis à concorrência externa. Já a Faesp ressaltou que o Brasil deve adotar salvaguardas para proteger cadeias produtivas locais, como a do leite.

O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo e promete abrir novas frentes de negócios, especialmente em áreas como tecnologia, bioeconomia e energia limpa, além de diversificar parcerias em um cenário global marcado por tensões geopolíticas.

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