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Cinema

“Marighella” tem pré-estreia nacional no TCA

O longa traz Seu Jorge no papel principal e marca a estreia do baiano Wagner Moura como diretor

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O Teatro Castro Alves (TCA) sediará a primeira exibição do filme “Marighella” no Brasil, longa que marca a estreia de Wagner Moura como diretor. A sessão será na Sala Principal, nesta segunda-feira (25), para convidados. O longa passou por importantes festivais em cidades como Berlim, Seattle, Hong Kong, Sydney, Santiago, Havana, Istambul, Atenas, Estocolmo, Cairo, entre cerca de 30 exibições em países dos cinco continentes.

O filme finalmente será lançado nos cinemas nacionais no dia 4 de novembro, exatamente 52 anos após o assassinato de Carlos Marighella pela ditadura militar brasileira, em 1969, depois de uma série de adiamentos e de um imbróglio com a Ancine, que vetou datas anteriores de lançamento.

Wagner Moura

Em entrevista à Folha, Wagner Moura comenta as dificuldades que teve. “Eu tenho uma visão muito clara sobre isso e não tenho a menor dúvida de que o filme foi censurado. As negativas da Ancine para o lançamento e, depois, o arquivamento dos nossos pedidos não têm explicação. E isso veio numa época em que o Bolsonaro falava publicamente sobre filtragem na agência, que filmes como “Bruna Surfistinha” eram inadmissíveis, que não ia dar dinheiro para financiar filmes LGBT. Foi bem nessa época que os nossos pedidos de lançamento foram negados e, logo na sequência, os próprios filhos do Bolsonaro foram às redes sociais comemorar a negativa da Ancine”.

‘Marighella’ traz no elenco Seu Jorge, no papel-título, Bruno Gagliasso, Luiz Carlos Vasconcellos, Herson Capri, Humberto Carrão, Adriana Esteves, Bella Camero, Maria Marighella, Ana Paula Bouzas, Carla Ribas, Jorge Paz, entre outros. O longa conta a história dos últimos anos de Carlos Marighella, guerrilheiro que liderou um dos maiores movimentos de resistência contra a ditadura militar no Brasil, na década de 1960. 

O filme tem produção da O2 Filmes e coprodução da Globo Filmes e Maria da Fé. A distribuição é da Paris Filmes e da Downtown Filmes. 

Na página @marighella_ofilme no Instagram os fãs de cinema podem acompanhar a trajetória da filmagem do longa, que passou pela Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. 

Cinema

SSP reforça policiamento no assentamento do MST em Prado

O ator e diretor Wagner Moura denunciou ataques no local onde o filme “Mariguella” será exibido no Extremo Sul baiano

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esse momento crítico que o país tem vivido para bancar o filme, Moura denunciou um ataque a tiros ocorrido em um assentamento do Movimento
Foto: Divulgação

O ator e diretor Wagner Moura foi o entrevistado do Roda Viva nesta segunda-feira (1º). Ao ser questionado pelo repórter Roger Cipó, do UOL, sobre o que o motivou a enfrentar todos os obstáculos, a censura e esse momento crítico que o país tem vivido para bancar o filme, Moura denunciou um ataque a tiros ocorrido em um assentamento do Movimento Sem Terra (MST) no Extremo Sul da Bahia, onde o filme “Marighella” será exibido no próximo sábado (6).

– Eu quero fazer uma denúncia aqui muito grave. Quando eu digo que nós seguimos sendo atacados, os ataques são graves. Nós vamos exibir o filme na cidade do Prado, no acampamento do MST no Prado, e ontem mesmo 20 homens encapuzados chegaram no acampamento do MST, atiraram nos carros, fizeram gente do MST de refém lá, e eu não posso descontextualizar esse ataque nesse lugar à exibição do filme da gente lá, entendeu?

Resposta da SSP

A Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia informou que guarnições de unidades especializadas da Polícia Militar reforçaram, nesta terça-feira (2), o patrulhamento no assentamento Fábio Henrique do Movimento Sem Terra (MST), localizado na cidade de Prado, no Sul da Bahia. A medida foi determinada pelo secretário Ricardo Mandarino.

A SSP também acompanha as investigações da Polícia Civil referentes a um ataque, no último domingo (31). Informações preliminares apontam que homens armados colocaram fogo, em veículos, e fizeram integrantes do MST de reféns.

O caso foi registrado na Delegacia Territorial (DT) de Teixeira de Freitas. Testemunhas informaram nomes dos possíveis autores.

“Não vamos tolerar esse tipo de ação na Bahia. Determinei prioridade no caso e chegaremos aos autores”, afirmou Mandarino.

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Cinema

Antes de estreia “Marighella” sofre onda de ataques no IMDb

O site agrega informações, notas e comentários sobre filmes, programas de TV e séries

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O filme “Marighella” está sofrendo pela segunda vez uma onda de ataques no site IMDb, plataforma que coleta informações, notas e comentários
Elenco de "Marighella" no Festival Internacional de Berlim em 2019, época que houve outra onda de ataques orquestrados no IMDb

O filme “Marighella” está sofrendo pela segunda vez uma onda de ataques no site IMDb, plataforma que coleta informações, notas e comentários sobre filmes, programas de TV e séries. O longa-metragem de Wagner Moura tem pré-estreia nesta noite em Salvador e só entra no circuito nacional no dia 4 de novembro, já conta com 46 mil avaliações nesta segunda-feira (25). Desse total, 73% delas são negativas, com nota 1, deixando o filme com nota 3,6 de 10,0.

Em 2019, ocorreu outra onda de ataque, na época da exibição do filme no Festival Internacional de Berlim, quando Marighella recebeu uma enxurrada de avaliações baixas, derrubando a nota para menos de 2. O IMDb, na ocasião, resolveu suspender as avaliações do longa-metragem e apagou algumas centenas de críticas contrárias ao longa-metragem.

Esses ataques são identificados quando muitas avaliações se concentram em uma mesma nota dada pelos usuários. Por exemplo: Duna, estreia recente dos cinemas, conta com um quadro de notas bem dividido, espalhado principalmente no espectro entre 7 e 10. Halloween Kills está ainda mais distribuído, com nenhuma nota acima de 20% do total.

‘Marighella’ traz no elenco Seu Jorge, no papel-título, Bruno Gagliasso, Luiz Carlos Vasconcellos, Herson Capri, Humberto Carrão, Adriana Esteves, Bella Camero, Maria Marighella, Ana Paula Bouzas, Carla Ribas, Jorge Paz, entre outros. O longa conta a história dos últimos anos de Carlos Marighella, guerrilheiro que liderou um dos maiores movimentos de resistência contra a ditadura militar no Brasil, na década de 1960.

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Cinema

Diretor baiano Aly Muritiba é premiado em Veneza

Aly disse que ficou contente de ter feito um filme de amor num contexto político turbulento

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Nesta sexta-feira (10), o cineasta baiano Aly Muritiba, natural de Mairi, conquistou o prêmio do público da mostra paralela Venice Days, do Festival de Veneza com o longa "Deserto Particular". Inspirada na Quinzena dos Realizadores de Cannes, a seção contempla obras mais autorais, em alguns casos de diretores estreantes.
Foto: Olhar Distribuição / Divulgação

Nesta sexta-feira (10), o cineasta baiano Aly Muritiba, natural de Mairi, conquistou o prêmio do público da mostra paralela Venice Days, do Festival de Veneza com o longa “Deserto Particular”. Inspirada na Quinzena dos Realizadores de Cannes, a seção contempla obras mais autorais, em alguns casos de diretores estreantes.

O filme conta a história de Daniel (Antonio Saboia, que atuou em “Bacurau”), um ex-policial que mora em Curitiba e tem uma vida infeliz, até que ele parte numa jornada em direção ao sertão baiano à procura de Sara, uma mulher com quem ele desenvolve uma relação amorosa a partir de aplicativos de mensagem.

“Desde 2016, com o golpe que tirou do poder uma presidenta democraticamente eleita, minha geração enfrenta o momento mais dramático de sua existência. O país afundou numa espiral de ódio que culminou com a eleição de um fascista como presidente. Essa época de ódio me motivou quando decidi sobre o que seria meu próximo filme. Faria uma obra sobre encontros. Nesse momento de ódio, resolvi fazer um filme sobre o amor”, disse o cineasta em nota à imprensa.

Muritiba disse que ficou contente pelo fato de ter feito um filme de amor num contexto político turbulento. “É uma pequena prova de que no fim o amor sempre vence! E isso não é só nos filmes, o amor sempre vence na vida real e o amor vencerá inclusive na nossa história política.”

O Festival de Veneza termina neste domingo (12), quando anunciarão vencedores desta edição. Os longas mais cotados para levar o Leão de Ouro são “Madres Paralelas”, do espanhol Pedro Almodóvar, e “A Mão de Deus”, do italiano Paolo Sorrentino.

A filmografia de Aly Muritiba como roteirista e diretor tem nomes como “Pátio”, (Cannes Critics’ Week), “A Fábrica” (Clermont-Ferrnad, Oscar shortlist), “Tarântula” (Orizzonti Venice) e “Para A Minha Amada Morta”, seu primeiro longa-metragem, o filme mais premiado no ano em que concorreu no Festival de Brasília.

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