O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira (23) do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador. O evento reuniu cerca de 3 mil representantes do movimento de todo o país e marcou um novo capítulo na política de reforma agrária do governo federal.
Pacote bilionário para o campo
Durante o encontro, Lula anunciou um investimento de R$ 2,7 bilhões por meio do Programa Terra da Gente, com medidas para ampliar assentamentos, regularizar terras e fortalecer a agricultura familiar. “Acredito que isso garante mais dignidade e mais futuro para nossas famílias do campo”, afirmou o presidente.
Entre as ações previstas estão:
- Criação de dez novos assentamentos em estados como Pará, Paraíba, Goiás e Sergipe.
- Desapropriação de imóveis rurais em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
- Aquisição de fazendas em São Paulo, Pernambuco, Pará, Bahia, Maranhão e Sergipe.
- Acordo judicial no Paraná, que destina R$ 584 milhões para regularizar 32.378 hectares e beneficiar 1.900 famílias.
- Investimentos em habitação e crédito: R$ 1,015 bilhão para construção de 10 mil moradias e R$ 717 milhões para crédito de instalação, atendendo 60 mil famílias.
- Educação no campo: Ampliação de 25% no Pronera, com R$ 61,9 milhões para 33 mil famílias e novos cursos na Bahia.
Tom político e compromisso social
O encontro também celebrou os 42 anos do MST e reforçou a parceria histórica entre o movimento e o governo Lula. Em discurso, o presidente defendeu a participação popular na política e criticou a concentração de poder no Congresso. “Gostar da política não é gostar de coisa errada, é assumir a responsabilidade de definir o projeto que a gente tem para o nosso país”, declarou.
Lula encerrou sua fala com uma mensagem de esperança: “Tenho fé em Deus de que essas crianças haverão de ter uma qualidade de vida melhor do que a que tivemos, mais educação do que nós, e que sejam mais respeitadas do que nós”.

