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Economia

Inflação 2021 fecha com alta de 10,06%

É a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando o IPCA foi de 10,67%

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, apresentou alta de 0,73% em dezembro,
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, apresentou alta de 0,73% em dezembro, acumulando aumento de 10,06% em 2021.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando o IPCA foi de 10,67%.

Com isso, a inflação oficial ficou muito acima da meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para o ano de 2021, cujo teto era 5,25%.

De acordo com o IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pelo grupo transportes, que variou 21,03% no acumulado do ano. Em seguida vieram habitação, com alta de 13,05%, e alimentação e bebidas, que aumentou 7,94% em 2021.

Economia

Brasil encerrou 2021 com recorde de endividados

Segundo a CNC, as famílias recorreram mais ao crédito para sustentar o consumo

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De acordo com o levantamento, o último ano apresentou recorde do total de endividados, registrando uma média de 70,9% das famílias
Foto: Pixabay

O nível de endividamento médio das famílias brasileiras em 2021 foi o maior em 11 anos, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (18) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com o levantamento, o último ano apresentou recorde do total de endividados, registrando uma média de 70,9% das famílias brasileiras, enquanto dezembro alcançou o patamar máximo histórico com 76,3% do total de famílias. Segundo a CNC, as famílias recorreram mais ao crédito para sustentar o consumo.

Na avaliação por faixa de renda, o endividamento médio das famílias com até 10 salários-mínimos mensais aumentou 4,3 pontos percentuais (p.p), chegando 72,1% do total. Na faixa de renda superior, acima de 10 salários-mínimos, o indicador aumentou ainda mais, 5,8 p.p., e fechou em 66%.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que, entre as famílias com rendimentos acima de 10 salários-mínimos, a demanda represada, em especial pelo consumo de serviços, fez o endividamento aumentar ainda mais expressivamente, em especial no cartão de crédito.

“O processo de imunização da população possibilitou a flexibilização da pandemia, refletindo no aumento da circulação de pessoas nas áreas comerciais ao longo do ano, o que respondeu à retomada do consumo, principalmente de serviços”, disse Tadros, em nota.

Na comparação com 2020, das cinco regiões do país, apenas o Centro-Oeste apresentou queda do índice, 0,3 ponto percentual. O Norte registrou estabilidade, e o Sudeste se destacou com aumento de 5,9 ponto percentual (p.p.), seguido pelo Sul (+5,5 p.p.) e o Nordeste (+4,5 p.p.). Porém, considerando o total de endividados, o Sul contou com o maior percentual, aproximando-se de 82%.

Inadimplência

Na direção oposta dos indicadores de endividamento, no último ano, os números de inadimplência apresentaram queda. De acordo com a pesquisa, o percentual médio de famílias com contas e/ou dívidas em atraso diminuiu 0,3 p.p. na comparação com 2020, chegando a 25,2%.

Após iniciar 2021 em patamar superior ao observado no fim do ano anterior, o percentual mensal de inadimplência teve redução até maio, mas passou a apresentar tendência de alta desde então, alcançando 26,2% em dezembro e ficando acima da média anual.

“O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas e/ou dívidas em atraso e que, portanto, devem permanecer inadimplentes também contou com uma redução na comparação com 2020, 0,6 p.p., totalizando 10,5% dos lares no país. Os números indicam que essa parcela de consumidores apresentou movimentos diferentes ao longo do ano. Enquanto, no primeiro semestre, o indicador de inadimplência recorrente oscilou entre baixa e alta, a partir de julho passou a registrar tendência de queda, encerrando o ano em 10% do total de famílias, abaixo da média anual”, afirmou a CNC.

Para a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, os números indicam que, ainda que em condições financeiras mais acirradas, os consumidores conseguiram quitar os compromissos financeiros e evitaram incremento da inadimplência até o fim do terceiro trimestre. Nos últimos três meses do ano, no entanto, o indicador de contas em atraso aumentou, já indicando tendência de alta para o início de 2022.

“Os consumidores seguirão enfrentando os mesmos desafios financeiros da segunda metade de 2021, principalmente inflação, juros elevados e mercado de trabalho formal ainda frágil. Soma-se a isso o vencimento de despesas típicas do primeiro trimestre, que deverá apertar ainda mais os orçamentos domésticos neste período”, disse Izis.

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Economia

Ômicron avança e afeta diversos setores da economia

Muitos canteiros de obras já registram afastamento de até 30% dos operários pelas doenças

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A variante Ômicron do novo coronavírus vem avançando e já começa afetar diversos setores da economia, como a construção civil e o setor
Foto: Paula Fróes/GOVBA

A variante Ômicron do novo coronavírus vem avançando e já começa afetar diversos setores da economia, como a construção civil e o setor bancário. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), muitos canteiros já registram afastamento de até 30% dos operários pelas doenças.

Nas estimativas do presidente da CBIC, José Carlos Martins, as empresas do setor devem contabilizar cerca de 15% dos trabalhadores contaminados. Apesar do alto número, ele destaca que ainda não há efeitos significativos para o setor. “Neste momento, não justificaria remontar uma equipe, treinar, preparar e contratar, para logo em seguida (os funcionários afastados) retornarem. Não seria justo nem prático”, explica.

Petroleiros

Entre os petroleiros, o avanço dos casos de Covid-19 pela variante Ômicron saltou de sete para 15 confirmados nas plataformas em operação na costa, entre 29 de dezembro e 5 de janeiro.

O levantamento é da Federação Única dos Petroleiros (FUP), com base nos últimos dados obtidos junto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Acompanhamento da FUP junto a sindicatos associados até esta terça registrou 17 casos positivos de petroleiros que desembarcaram para fazer o isolamento, e 30 casos suspeitos, apenas em plataformas na Bacia de Campos, no Norte do Estado do Rio de Janeiro.

“As plataformas estão operando com redução de pessoal, e todos ali são essenciais para as atividades. Se colocamos um funcionário em isolamento, sem reposição, o trabalho como um todo fica prejudicado e pode até parar a plataforma”, afirma Tadeu Porto, diretor da FUP.

Agências bancárias

Agências bancárias também tiveram que ser fechadas por surtos de Covid-19 entre os bancários. Levantamento do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que contempla São Paulo, Osasco e outras 18 cidades da Região Metropolitana, mostra que, desde a última sexta, 150 agências foram fechadas por falta de pessoal suficiente, devido a casos confirmados entre os funcionários.

Aeroportos

Entre as companhias aéreas, os últimos dias têm sido de dificuldades em parte da operação. A Latam registrou o cancelamento de 42 voos domésticos e internacionais por causa da Covid-19 na terça-feira.

Entre os dias 9 e 16 de janeiro, a companhia soma 135 cancelamentos, o que, segundo a Latam, representa 1% do total de voos programados para janeiro no Brasil.

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Economia

Preços da gasolina e diesel aumentam nesta terça (12)

O último ajuste nos preços foi realizado em dezembro do ano passado

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Os preços da gasolina e do diesel às distribuidoras vão aumentar a partir desta quarta-feira (12)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os preços da gasolina e do diesel às distribuidoras vão aumentar a partir desta quarta-feira (12). O anúncio foi feito pela Petrobrás nesta terça (11).

Segundo a estatal, o preço médio de venda para as distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro, um aumento de 4,85%. O valor do diesel vai subir de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro, alta de 8,08%.

O último ajuste nos preços foi realizado em dezembro do ano passado, quando a Petrobras promoveu uma redução no valor da gasolina de 3,13%. Foi a primeira queda desde 12 de junho.

Nesta terça, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2021 em 10,06%, a maior desde 2015. O resultado foi impulsionado pelos combustíveis. O etanol ficou 62,23% mais caro, a gasolina subiu 47,49% e o óleo diesel teve alta de 46,04%.

Desde 2016, a Petrobras passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio.

Em 2021, o preço do petróleo Brent escalou mais de 50% e o de WTI mais de 55%, impulsionados pela reativação da demanda com o fim das restrições sanitárias no começo do ano. Já o dólar avançou 7,47% frente ao real em 2021.

Na tarde desta terça-feira (11), o Brent era negociado em alta, acima de US$ 83, contra um preço médio de US$ 74,24 em dezembro. Já o dólar é negociado em queda, abaixo de R$ 5,60.

 

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