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Saúde

Indígena é primeira criança vacinada no país contra Covid-19

Até o final deste mês, o Brasil deve receber 4,3 milhões de doses da Pfizer

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Davi, um menino indígena xavante de 8 anos é a primeira criança na faixa de 5 a 11 anos de idade a ser vacinada no Brasil.
Foto: Reprodução/CNN

Davi, um menino indígena xavante de 8 anos foi a primeira criança na faixa de 5 a 11 anos de idade a ser vacinada no Brasil. Morador de Piracicaba, no interior do estado de São Paulo, ele recebeu a dose na tarde desta sexta (14), quando as vacinas foram distribuídas para imunizar esse público-alvo.

Davi tem deficiência motora rara e recebe tratamento especializado no Hospital das Clínicas. Ele tomou a primeira dose da vacina da Pfizer/BioNTech, o único imunizante aprovado até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicado em crianças nessa faixa etária. A vacina é feita especialmente para esse público, a dosagem é menor do que a aplicada em adultos.

O pai da criança, o cacique xavante Jurandir Siridiwe, agradeceu a vacinação do filho. “Agradeço muito essa compreensão, essa visibilidade, esse diálogo. Que os indígenas tomem vacina”, disse ele. “Será seguro quando as aulas voltarem”, acrescentou.

O primeiro lote da vacina pediátrica da Pfizer chegou ontem (13) ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), contendo 1,2 milhão de doses. Esse lote já foi distribuído para todo o país. Até o final deste mês, o Brasil deve receber um total de 4,3 milhões de doses desse imunizante.

Bahia

Na Bahia, a primeira remessa de vacinas contra a Covid-19 destinadas às crianças de 5 a 11 anos chegará à Bahia também nesta sexta-feira (14). Serão 75 mil doses, o que corresponde a apenas 5% do necessário para imunizar o público-alvo baiano, estimado em cerca de 1,5 milhão, com a primeira dose.

Saúde

Bahia tem 27 casos confirmados de Monkeypox

Um dos casos é de um indivíduo residente em Salvador e o outro de um residente de Juazeiro

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Dois novos casos de Monkeypox foram confirmados na Bahia nesta sexta-feira (12). Um caso de um indivíduo residente em Salvador e o outro de um residente de Juazeiro. Com estas confirmações, a Bahia totaliza vinte e sete casos da doença, sendo 18 em Salvador, 2 em Santo Antônio de Jesus; 1 em Cairu; 1 em Conceição do Jacuípe; 1 em Feira de Santana; 1 em Ilhéus; 1 em Juazeiro; 1 em Mutuípe e 1 em Xique-Xique. Além dos confirmados, a Bahia tem notificados 133 casos suspeitos de Monkeypox.

Dois novos casos de Monkeypox foram confirmados na Bahia nesta sexta-feira (12). Um caso de um indivíduo residente em Salvador e o outro de um residente de Juazeiro. Com estas confirmações, a Bahia totaliza vinte e sete casos da doença, sendo 18 em Salvador, 2 em Santo Antônio de Jesus; 1 em Cairu; 1 em Conceição do Jacuípe; 1 em Feira de Santana; 1 em Ilhéus; 1 em Juazeiro; 1 em Mutuípe e 1 em Xique-Xique. Além dos confirmados, a Bahia tem notificados 133 casos suspeitos de Monkeypox.

O boletim completo com os municípios em que os casos foram notificados está disponível em http://www.saude.ba.gov.br/boletinsmonkeypox.

Monkeypox é uma zoonose viral, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. A doença cursa com febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. A infecção é autolimitada com sintomas que duram de 2 a 4 semanas, podendo ser dividida em dois períodos: invasão, que dura entre 0 e 5 dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa. A erupção cutânea começa entre 1 e 3 dias após o aparecimento da febre e tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.

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Saúde

Varíola dos macacos foi tema de encontro na Uefs

Na Bahia, de acordo com o último boletim da Sesab, foram confirmados 25 casos da doença

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(Uefs) promoveu nesta quinta-feira (11) uma sessão científica para discutir a situação epidemiológica da Covid-19 e da varíola dos macacos
Foto: Edvan Barbosa (Ascom/Uefs)

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) promoveu nesta quinta-feira (11) uma sessão científica para discutir a situação epidemiológica da Covid-19 e da varíola dos macacos no Brasil. O evento, mediado pela coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Vigilância da Saúde (Nupevs) da Uefs, Erenilde Marques, contou com a presença de professores, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde. Na Bahia, de acordo com o último boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), foram confirmados 25 casos da doença nos municípios de Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Salvador, Cairu, Ilhéus, Xique-Xique, Mutuípe e Conceição do Jacuípe. Confira os boletins.

O médico infectologista e coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratório de Referência da Fiocruz do Rio de Janeiro, Rinaldo Venâncio da Cunha, foi um dos palestrantes. O pesquisador apresentou as principais características da doença e os desafios a serem enfrentados no país, como evitar o estigma em relação às formas de transmissão, estabelecer políticas de saúde coletiva para reduzir a velocidade de disseminação e ampliar a rede pública de diagnóstico laboratorial. “Nós temos hoje no Brasil cerca de 2.500 casos confirmados em 21 estados do país. É o contato muito próximo, pele a pele, que tem sido identificado como o grande responsável pela transmissão. Algo como 90% a 95% dessas transmissões têm sido associadas ao contato próximo durante a relação sexual. Isto não significa dizer que se trata de uma nova doença de transmissão sexual”, afirmou.

Ainda falando sobre as transmissões, Rinaldo Venâncio alertou que pacientes com monkeypox muitas vezes apresentam lesões orais, nos lábios, na língua e na boca, mas que não dá para saber se a contaminação entre pessoas “é só o contato conversando uma com a outra ou se é um contato mais próximo, mais íntimo, como o beijo ou durante a relação sexual”. O pesquisador ainda observou que se evita chamar a doença de varíola dos macacos porque sugere à população que os macacos são os transmissores, o que não é verdade. Ele opta por chamar de “nova varíola”.

As amostras dos pacientes com suspeitas da varíola são coletadas pelos municípios e enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA), que foi representado no evento desta quinta-feira pela coordenadora de atendimento, Jussara Silveira. “Todas as doenças de notificação compulsória precisam ser registradas primeiro e encaminhadas para o Lacen. Nós recebemos as amostras que, seguindo um fluxo desenhado pelo Ministério da Saúde, são encaminhadas para a Fiocruz do Rio de Janeiro”. Os resultados são liberados pela Fiocruz em um prazo de 72h.

Também estiveram presentes no encontro a representante do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde na Bahia (Cievs-BA), Patrícia França, a representante da Secretaria de Saúde de Feira de Santana, Maricélia Maia, e o diretor do Departamento de Saúde da Uefs, Antonio Cesar Azevedo.

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Saúde

Anvisa analisa pedidos para diagnóstico da varíola dos macacos

No total, foram cinco pedidos e todos já tiveram sua análise iniciada.

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Anvisa analisa pedidos para diagnóstico da varíola dos macacos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta quinta-feira (11), o balanço dos pedidos de registro de produtos para o diagnóstico de varíola dos macacos. No total, foram cinco pedidos e todos já tiveram sua análise iniciada.

Segundo a agência, os dois primeiros produtos foram Viasure Monkeypox Virus Real Time PCR Detection Kit, fabricado na Espanha pela empresa CerTest Biotec, e Monkeypox Virus Nucleic Acid Detection Kit, fabricado na China pela empresa Shanghai BioGerm Medical Technology. Ambos são ensaios moleculares, passaram pela avaliação do corpo técnico da Anvisa e aguardam complementação de informações por parte das empresas solicitantes para continuidade da análise.

O terceiro produto, que teve o pedido de registro submetido no dia 8 de agosto, também é um ensaio molecular e corresponde ao Standard M10 MPX/OPX, que tem como fabricante legal a empresa nacional Eco Diagnóstica, mas que tem parte da sua produção ocorrendo em outro país. A análise técnica da documentação está em curso.

Os pedidos mais recentes deram entrada na quarta-feira (10). Um deles, o Monkeypox Virus Antigen Rapid Test, o primeiro pedido relacionado a teste rápido para detecção de antígeno, fabricado pela empresa chinesa Shanghai BioGerm Medical Technology, e o produto Kit Molecular Monkeypox (MPXV) Bio-Manguinhos, fabricado no Brasil pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos.

Em nota, a Anvisa destacou que a prioridade é “a avaliação de todos os pedidos de registro de produtos para diagnóstico in vitro que possam ser utilizados como recurso para o enfrentamento da monkeypox [varíola dos macacos, em inglês]”.

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