Com o objetivo de promover o afrodesenvolvimento integrado, sustentável e inclusivo, o 7º Fórum Mundial de Afroturismo foi realizado entre sexta-feira (31) e sábado (1º), em Salvador e Camaçari. O encontro reuniu autoridades, acadêmicos, pesquisadores, líderes comunitários, empreendedores e representantes de organizações nacionais e internacionais para debater o fortalecimento do afroturismo e da economia ligada à herança africana.
Promovido pela Rede Emunde, o evento teve atividades na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, e no campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Camaçari.
A programação contou ainda com a participação da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), que apresentou o projeto Agô Bahia, lançado em 2024 com o objetivo de valorizar as religiões, tradições e manifestações culturais de matriz africana, contribuindo para a ampliação de experiências turísticas voltadas à ancestralidade afro-brasileira.
Segundo o coordenador-executivo da Rede Emunde, Edson Costa, o fórum consolidou-se como um espaço de promoção e valorização do afroturismo.
“Já trabalhamos há algum tempo pelo fortalecimento do afroturismo. Por isso, organizamos uma programação diversificada, com seminários, mesa internacional de debates, networking, exposição de artesanato, apresentações de dança e iniciativas como o Agô Bahia”, destacou.
Integração entre turismo, cultura e desenvolvimento
Além dos debates sobre turismo étnico e cultural, o evento promoveu a troca de experiências entre representantes de diferentes territórios e organizações ligadas à economia solidária, ao turismo comunitário e à preservação das tradições afrodescendentes.
Para o diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA, Fábio Macêdo Velame, o fórum fortalece a articulação entre instituições de ensino, movimentos sociais e iniciativas comunitárias.
“Ficamos felizes pela nossa parceria com esse conjunto de coletivos. É um encontro internacional que mobiliza movimentos sociais com atuação em economia solidária e turismo comunitário, alcançando terreiros, blocos afro, afoxés e quilombos, entre outros espaços”, afirmou.
O Fórum Mundial de Afroturismo vem se consolidando como um espaço de reflexão e construção de estratégias voltadas à valorização da identidade afrodescendente, ao fortalecimento do turismo de base comunitária e à promoção do desenvolvimento econômico sustentável em territórios marcados pela herança cultural africana.

