Bahia Pra Você

Falta de ônibus marca eleição em Salvador e leva Procon e Justiça a agir

A manhã deste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, foi marcada por denúncias de falta de transporte público em Salvador. Eleitores de diferentes bairros relataram longas esperas, pontos lotados e dificuldades para chegar aos locais de votação, apesar da gratuidade anunciada para o sistema de transporte coletivo.

Após receber denúncias sobre o possível bloqueio da saída de ônibus das garagens, o Procon-BA iniciou uma operação de fiscalização e encontrou 544 veículos parados em cinco garagens da capital, localizadas nas regiões da Barros Reis e do Subúrbio Ferroviário.

Segundo o órgão, apenas na garagem da OT Trans foram localizados 55 ônibus aptos a operar, mas fora de circulação. Outros 118 veículos foram encontrados na unidade OT Trans G3, em Campinas de Pirajá; 55 na Integra Plataforma Barros Reis; 142 na Integra Plataforma Suburbana; e 174 em outra garagem da OT Trans, na Estrada Velha de Campinas de Pirajá.

A situação ganhou dimensão judicial após denúncias de que a frota em circulação estaria abaixo do necessário para garantir o deslocamento dos eleitores. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato da frota integral, com operação equivalente à de dias úteis e manutenção da gratuidade do transporte coletivo. A decisão prevê multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.

O presidente do TRE-BA entendeu que o transporte público é serviço essencial para assegurar o exercício do voto e que eventuais restrições poderiam comprometer o acesso da população às urnas.

ANÚNCIO

Enquanto isso, a Prefeitura de Salvador atribuiu os atrasos e retenções a um impasse envolvendo adesivos com conteúdo eleitoral afixados em parte dos veículos. Segundo a gestão municipal, os ônibus foram liberados após a retirada do material considerado propaganda irregular, e a operação passou por processo de normalização ao longo do dia.

As reclamações partiram de moradores de bairros como Itapuã, Cajazeiras, Liberdade, Cabula, São Marcos, Cidade Baixa e Subúrbio Ferroviário, que relataram demora excessiva, ônibus lotados e dificuldades para exercer o direito ao voto.

O episódio reacendeu o debate sobre a responsabilidade do poder público em garantir transporte acessível e suficiente durante o processo eleitoral, especialmente para os cidadãos que dependem exclusivamente do sistema coletivo para se deslocar até suas seções eleitorais.

Sair da versão mobile