Uma operação realizada pela Embasa, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Técnica de Serrinha, identificou e desativou, na última quarta-feira (21), uma ligação clandestina que desviava água de uma rede recém-implantada para abastecer o povoado de Guerra, na zona rural de Araci.
A ação foi motivada por reclamações de moradores sobre a falta de água na localidade. Durante a fiscalização, os técnicos constataram a existência de um desvio clandestino, conhecido como by-pass, instalado por um morador para abastecer uma propriedade rural com três residências. Segundo a Embasa, a irregularidade comprometia o fornecimento de água para aproximadamente 60 famílias atendidas pela nova rede de distribuição.
Com a retirada da ligação ilegal, o abastecimento foi normalizado e a regularidade do serviço restabelecida para a comunidade.
De acordo com o gerente regional da Embasa, Júlio César Nunes da Silva, a situação exigiu atenção imediata devido à elevada demanda do sistema de abastecimento.
“O sistema Araci Norte, que fornece água tratada para 48 localidades rurais de Araci e sete de Tucano, está operando próximo à capacidade máxima há cerca de um mês, em razão da intensificação do calor na região do Agreste”, explicou.
A empresa destacou ainda que o combate aos furtos de água torna-se ainda mais relevante diante dos efeitos da estiagem e da redução das chuvas na região semiárida, fatores que aumentam a pressão sobre os sistemas de abastecimento.
O responsável pela ligação clandestina foi conduzido à Delegacia Regional de Araci, onde foi autuado em flagrante. A Embasa formalizou representação criminal e prestou as informações necessárias às autoridades policiais.
Segundo o gerente regional de operação, Ariosto Gravatar, a remoção da irregularidade permitiu recuperar 5,4 metros cúbicos por hora de vazão na rede que abastece o povoado.
“Estimamos que o infrator desviou cerca de 1.000 metros cúbicos de água, o equivalente a um milhão de litros, gerando uma perda financeira estimada em R$ 7.758,01”, informou.
Para a Embasa, além do prejuízo financeiro, ligações clandestinas comprometem o acesso regular da população à água tratada, especialmente em regiões com restrições hídricas.
“Fiscalizar ligações clandestinas é proteger o abastecimento, preservar recursos hídricos e garantir que a água chegue a quem consome com responsabilidade”, destacou Júlio César.

