A Embasa distribuiu, ao longo de 2025, cerca de 70 mil mudas de espécies nativas da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, em mais de 300 ações socioambientais realizadas pela empresa, além de atividades em parceria com prefeituras, escolas e instituições da sociedade civil. O trabalho integra o projeto Viveiro Educador, que atua na recuperação de áreas verdes degradadas, na proteção de nascentes e na preservação dos mananciais de abastecimento de água.
Na região de Barreiras, o viveiro contribuiu para a recuperação de 24 nascentes por meio de atividades de reflorestamento e educação ambiental. O gerente regional da Embasa, Marcos Rogério, explica que “o objetivo é expandir as iniciativas de reflorestamento em captações e nascentes, além de promover a arborização municipal e de outras áreas, em parceria com prefeituras e empresas da região. Já temos nascentes programadas para recuperação no primeiro trimestre de 2026”.
Em Lençóis, a Embasa realizou uma oficina em parceria com uma escola local para que cerca de 40 alunos produzissem mudas de ipês coloridos, utilizados também como erva medicinal na região. “A equipe do escritório local da Embasa providenciou as sementes e foi à escola ensinar os processos de seleção das sementes, germinação, transposição e acompanhamento do desenvolvimento das mudas. A previsão é plantar as mudas em março de 2026, junto com os alunos. É uma atividade que aproxima a Embasa da escola e fortalece o senso de pertencimento, zelo e cuidado com o meio ambiente”, relata o gerente regional da Embasa, Gustavo Magalhães.
Na região de Jequié, o viveiro mantém, há dois anos, parceria com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), que utiliza o espaço do projeto para aulas e atividades práticas. Sob coordenação de um professor, são realizadas visitas técnicas para orientar a produção e a manutenção das mudas. No laboratório de Botânica e na Casa de Vegetação da universidade, são conduzidas pesquisas para aferir e aperfeiçoar protocolos de germinação.
Para 2026, o viveiro da região de Paulo Afonso prevê a utilização de mudas para reflorestar áreas ribeirinhas e zonas ameaçadas por desertificação, além de promover oficinas de plantas medicinais para a população. Já na região de Alagoinhas, a Embasa desenvolve um projeto para implantação de um Viveiro Educador em um instituto no município de Entre Rios, com foco no atendimento a povos indígenas e comunidades quilombolas.
Sobre o projeto
Criado em 2018, o Viveiro Educador conta com 13 pontos de cultivo de espécies vegetais no interior da Bahia, localizados em municípios como Lençóis, Feira de Santana e Vitória da Conquista, que também recebem visitantes. Cada viveiro tem capacidade média anual de produção de até 20 mil mudas, totalizando mais de 400 mil desde o início das atividades. Além da produção e doação de mudas para espaços públicos e eventos, o projeto também promove oficinas, exposições e palestras nos viveiros, escolas e instituições parceiras.
