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Dia do Comerciário destaca força do setor na Bahia

Mais de 16 milhões de trabalhadores brasileiros que atuam no comércio celebram, nesta sexta-feira (30), o Dia do Comerciário.

Mais de 16 milhões de trabalhadores brasileiros que atuam no comércio celebram, nesta sexta-feira (30), o Dia do Comerciário. Oficializada em 2013, a data homenageia uma das categorias profissionais mais importantes para a economia nacional e responsável por milhões de postos de trabalho em todo o país.

Dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que, em dezembro de 2024, o setor empregava formalmente 10,6 milhões de pessoas no Brasil. Estima-se ainda que entre 5,5 milhões e 6 milhões de trabalhadores atuem de forma informal nas atividades comerciais.

Na Bahia, o comércio mantinha, no mesmo período, 488.177 empregados formais distribuídos em 96.993 empresas, o equivalente a uma média de cinco trabalhadores por estabelecimento. A atividade gerou receita bruta de revenda de R$ 338,8 bilhões, colocando o estado na oitava posição do ranking nacional e na liderança entre os estados das regiões Norte e Nordeste.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, João Carlos Oliveira, ressaltou a relevância da categoria para o desenvolvimento econômico e social do estado.

“Os comerciários representam uma força motriz fundamental para a economia do Brasil e da Bahia, uma categoria que merece o nosso respeito e admiração por todas as lutas que tem pautado ao longo de sua trajetória, e que este ano celebra mais uma conquista histórica: o fim da escala 6×1. Essa medida, aprovada pelo Congresso Nacional, terá impacto direto na vida dos comerciários, que passam a ter o direito a duas folgas por semana sem desconto nos salários”, afirmou.

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Uma conquista marcada pela mobilização dos trabalhadores

A escolha do dia 30 de outubro remete a um importante marco na história dos direitos trabalhistas brasileiros. Nesta data, em 1932, foi publicado o Decreto nº 4.042, que estabeleceu a jornada de trabalho de oito horas diárias e o repouso remunerado aos domingos para os empregados do comércio, então conhecidos como caixeiros.

A medida foi resultado da mobilização da categoria em um movimento que ficou conhecido como “Passeata dos 5.000”, quando milhares de trabalhadores marcharam pelas ruas do Rio de Janeiro até o Palácio do Catete para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim das jornadas exaustivas, que chegavam a 16 horas diárias sem direito a descanso semanal.

Depoimentos que inspiram: orgulho de ser comerciário

Há 12 anos atuando como vendedora da loja de chocolates Amma, Glaciele Gomes, de 34 anos, destaca a satisfação de trabalhar em contato direto com as pessoas.

“Me orgulho de estar aqui no dia a dia oferecendo produtos que ajudam a dar mais sabor à vida das pessoas”, afirma.

Para Maise Menezes Farias Santos, de 39 anos, que há seis anos trabalha no box da Sergipana, a profissão também é sinônimo de amizade e convivência.

“Eu tenho amizades antigas que foram criadas através do trabalho e isso é um prazer enorme para mim, porque a gente vem trabalhar todos os dias com muita alegria”, relata.

Já Isaias Silva Moura, de 38 anos, que atua há 12 anos na Peixaria Azul do Mar, ressalta a importância da orientação ao cliente.

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“O nosso trabalho aqui é principalmente orientar as pessoas. Às vezes, a gente entrega ao cliente um produto que nem ele mesmo sabia que queria. Com certeza, tenho orgulho da minha função, tenho orgulho do meu trabalho, tenho orgulho de ser comerciário”, destaca.

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