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Carnaval reforça ações pela segurança das mulheres e pelo feminicídio zero na Bahia

A visibilidade do Carnaval, considerada a maior festa popular do mundo, contribui para amplificar a luta pelo fim da violência

A visibilidade do Carnaval, considerada a maior festa popular do mundo, contribui para amplificar a luta pelo fim da violência contra a mulher e pelo feminicídio zero. Essa é a avaliação da secretária das Mulheres do Estado, Neusa Cadore, ao destacar as campanhas realizadas pela pasta, em articulação com o Ministério das Mulheres, e os serviços disponibilizados pelo Estado durante a folia momesca. 

“Nós realizamos a maior festa popular do mundo, e o Governo do Estado desenvolve um trabalho articulado que envolve vários organismos, como a Secretaria da Segurança Pública e a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. É importante destacar o trabalho das equipes que se dedicam a oferecer suporte e acolhimento necessários às mulheres em todos os dias e noites do Carnaval”, afirmou. 

A secretária, que visitou a Tenda do Oxe, me respeite, em Ondina, e dialogou com a equipe de plantão, ressaltou a atuação direta da SPM em todos os circuitos da festa e também nos bairros, por meio das campanhas Oxe, me respeite e Se liga ou eu ligo 180, voltadas ao combate ao assédio e à importunação sexual. Durante os dias de Carnaval, foram distribuídos mais de 150 mil materiais educativos e informativos, como ventarolas, fitas e tatuagens temporárias. 

Outra ação estratégica da secretaria no Carnaval foi o funcionamento das tendas Oxe, me respeite, instaladas na Praça do Campo Grande; em frente à Câmara Municipal, no Pelourinho; e na Praça Eliana Kertész, em Ondina. Ao todo, de quinta-feira até a Quarta-feira de Cinzas, as tendas acumularam 216 horas de funcionamento, com 55 profissionais de diferentes áreas, aptas ao acolhimento e ao atendimento multidisciplinar. Mais de 160 mulheres também buscaram informações sobre o funcionamento da Casa da Mulher Brasileira, em Salvador. 

Para a foliã Aline dos Santos, que conheceu as ações da Tenda Oxe, me respeite! em Ondina, esse é o cenário ideal para o diálogo com a sociedade, em razão da diversidade de público que circula pelos circuitos. “Carnaval é, sim, lugar de educação e conscientização. A gente tem que semear essa palavra todos os dias; esse é o único caminho para que os homens entendam a real necessidade de aprender sobre respeito”, afirmou ela, que estava acompanhada das duas filhas no Circuito Dodô. 

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Já a atendente Sueli Miranda, frequentadora assídua dos carnavais de Salvador, disse perceber uma evolução na abordagem masculina e credita isso às ações educativas realizadas pela SPM. “Essas campanhas são essenciais, principalmente numa festa que envolve tantas questões como o Carnaval. Conscientizar é importante para um processo contínuo, mas, de imediato, o mais urgente é garantir que sigamos vivas, que esse machismo tóxico pare de nos agredir e nos matar”, declarou, ao clamar pelo fim do feminicídio. 

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