Após quatro dias de programação, o Bon Odori – Festival da Cultura Japonesa 2026 foi encerrado na segunda-feira (7), no Parque de Exposições de Salvador, atraindo cerca de 120 mil pessoas, entre visitantes baianos, brasileiros e estrangeiros. A Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) participou do evento como parte das ações de intercâmbio de experiências entre a Bahia e o Japão, que contribuem para o fortalecimento da atividade turística nos destinos.
“A Bahia tem tudo para conquistar o turista japonês, por sua cultura diferenciada e suas belezas naturais. Nesta edição, contamos com a participação do influenciador japonês Koyama Ginjiro, que irá divulgar, em seu país, as experiências vividas durante o festival”, declarou a presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Salvador (Anisa), Miriam Sano.
Em sua primeira visita à capital baiana, o embaixador do Japão no Brasil, Noguchi Yasushi, destacou a expressiva participação do público no evento.
“Este é o segundo maior Bon Odori do país, o que demonstra a forte amizade entre baianos e japoneses. Esperamos que essa ligação contribua para ampliar as relações comerciais e turísticas entre os dois povos”, afirmou.
No palco, o cantor brasileiro Eduardo Toshiaki Yoshikawa, que desenvolve carreira no mercado japonês, viveu momentos de emoção.
“Sou filho de um itabunense e de uma paulista de origem japonesa, mas nunca havia vindo à Bahia. Estar aqui é como resgatar minhas raízes. Fui recebido por um povo extremamente carinhoso”, relatou o artista.
Diversidade
No último domingo (6), uma multidão tomou conta do circuito Barra-Ondina, em Salvador, durante a 23ª Parada do Orgulho LGBT+, organizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), com a participação da Setur-BA. Com o tema “Vergonha adoece. Orgulho cura!”, o evento movimentou a economia local ao atrair participantes do interior baiano, de outros estados brasileiros e também do exterior.
Durante o desfile, que contou com 11 trios elétricos, a secretaria realizou mais uma etapa da Pesquisa Macro de Caracterização e Dimensionamento do Turismo Receptivo. O levantamento ouviu visitantes sobre origem, meios de transporte utilizados, hospedagem, gastos, tempo de permanência e avaliação dos serviços turísticos.
“A pesquisa ajuda a estruturar uma recepção cada vez melhor para nós, turistas, fortalecendo o sentimento de pertencimento”, afirmou o pernambucano Alisson Cabral, de 42 anos.
“Sou de Madri e não sabia que existia uma celebração LGBT+ dessa dimensão em Salvador, da qual estou adorando participar. O que mais encanta na Bahia é o acolhimento das pessoas, além das praias e da música”, destacou a espanhola Marta Perez, de 34 anos.
