O Campeonato Baiano 2026 será marcado pela campanha Feminicídio Zero, lançada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM), em parceria com o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb). Durante toda a competição, a ação pretende aproveitar a visibilidade do esporte mais popular do país para ampliar a conscientização sobre violência de gênero e fortalecer a rede de denúncias e proteção às mulheres.
A campanha levará mensagens de alerta e enfrentamento à violência contra a mulher para dentro e fora dos estádios, utilizando diferentes formatos de comunicação. O objetivo é chamar atenção para situações cotidianas de medo, insegurança e agressão vividas por mulheres, além de divulgar o Disque 180, canal nacional gratuito disponível 24 horas para orientação, acolhimento e registro de denúncias.
Durante o Baianão, a iniciativa contará com a presença da Unidade Móvel da SPM em alguns estádios, oferecendo atendimento psicossocial e jurídico às mulheres. A ação integra a agenda permanente do Governo do Estado no enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio — tema que ganha ainda mais relevância diante dos dados do 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontam que, a cada seis minutos, uma menina ou mulher sofre violência sexual no Brasil, além do aumento de casos de violência doméstica em dias de jogos.
Para a secretária de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore, levar a campanha Feminicídio Zero ao Campeonato Baiano amplia o alcance da mensagem. “O Baianão é um espaço de grande visibilidade que agora também se transforma em um espaço de conscientização. Precisamos da participação de clubes, atletas, torcidas e da federação para fortalecer a mensagem de respeito, responsabilidade coletiva e pelo fim do feminicídio”, afirmou.
A Bahia conta com uma rede estruturada de acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência. Entre os equipamentos disponíveis estão a Casa da Mulher Brasileira, em Salvador, que reúne delegacia, juizado, promotoria e defensoria em um só espaço, além das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), Centros de Referência, Cras, Creas, Salas Elas à Frente e as Unidades Móveis da SPM, que percorrem municípios do interior levando atendimento direto às comunidades.

