O Governo da Bahia intensificou as ações de combate ao incêndio florestal que atinge a região localizada na divisa entre os municípios de Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes, no Norte do estado. Por meio do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), vinculado à Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), a operação conta atualmente com 21 bombeiros militares, equipes de apoio em solo e duas aeronaves Air Tractor, empregadas no combate às chamas e na proteção de comunidades, residências, propriedades rurais e da população local.
O incêndio teve início no dia 6 de setembro, após acionamento feito pelas prefeituras de Campo Alegre de Lourdes e Pilão Arcado. Na ocasião, quatro bombeiros militares foram enviados para reconhecimento da área e início das ações de combate.
Com o agravamento da situação no dia seguinte, favorecido pelas altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e fortes rajadas de vento, o efetivo foi ampliado para 15 militares. A Prefeitura de Campo Alegre de Lourdes também passou a integrar a operação, disponibilizando 12 brigadistas, tratores e caminhão-pipa para apoio às equipes.
Naquele momento, dados do Painel do Fogo, do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM/Censipam), estimavam que cerca de 124 quilômetros quadrados já haviam sido atingidos pelas chamas, com aproximadamente 50 quilômetros de perímetro.
Com a progressão do incêndio em direção aos povoados de Jurema dos Devezas e Baixa do Jacu, no município de Pilão Arcado, as equipes reorientaram as estratégias operacionais para priorizar a proteção de vidas, residências, propriedades rurais e animais.
No dia 9 de setembro, a área afetada já era estimada em 150 quilômetros quadrados, com perímetro aproximado de 55 quilômetros. Para ampliar a capacidade de monitoramento, drones passaram a ser utilizados no mapeamento das áreas de risco e no acompanhamento da evolução do fogo, subsidiando a definição das estratégias de combate.
Naquele estágio da operação, havia cerca de seis quilômetros de fogo ativo na frente leste, em Jurema dos Devezas, e outros 12 quilômetros na frente norte, em Baixa do Jacu.
O trabalho ganhou novo reforço no dia 10, com a chegada de mais dez bombeiros militares especializados em comando, combate e perícia. Desde então, as equipes atuam em regime de revezamento contínuo, durante o dia e a noite.
Durante o período diurno, os profissionais concentraram esforços na abertura de aceiros com o auxílio de máquinas pesadas, incluindo retroescavadeiras. À noite, as equipes intensificaram o combate direto às chamas.
Entre a noite do dia 10 e a madrugada do dia 11, aproximadamente 4,5 quilômetros de linha de fogo foram extintos em áreas próximas a propriedades rurais de Baixa do Jacu. Já durante o dia 11, novos aceiros preventivos foram construídos em Jurema dos Devezas. Em uma das áreas monitoradas, a barreira impediu o avanço das chamas em direção a uma residência previamente identificada como ponto de risco.
Neste sábado (12), a operação passou a contar com duas aeronaves Air Tractor, ampliando a capacidade de combate aéreo ao incêndio. O monitoramento realizado pelas equipes confirmou a preservação das residências previamente mapeadas nas áreas ameaçadas.
Até o momento, não há registro de pessoas feridas nem de imóveis atingidos pelo incêndio.
Com os riscos mais imediatos às propriedades sob controle, os bombeiros concentram agora os esforços na eliminação das frentes de fogo ainda ativas. Somente na sexta-feira (11), mais de dois quilômetros de linha de fogo foram debelados com o apoio das aeronaves e das equipes terrestres.
A estimativa atual aponta para cerca de 15 quilômetros de linha de fogo ainda ativa na região.
O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia segue mobilizado com monitoramento permanente da área e atuação integrada para conter o incêndio, reduzir os riscos ambientais e garantir a segurança das comunidades atingidas.
