A Polícia Técnica da Bahia (DPT) passou a contar com uma plataforma automatizada para processamento de amostras de DNA em casos de crimes sexuais, aumentando a produtividade e fortalecendo as investigações. A iniciativa integra os investimentos do Governo do Estado na modernização da Segurança Pública, com foco na proteção das vítimas e na elucidação de crimes.
O equipamento automatiza uma das etapas mais complexas do exame genético, antes realizada manualmente, e foi adquirido pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) por R$ 2,7 milhões. Fabricado na Europa, o sistema é utilizado por apenas seis estados brasileiros e pela Polícia Federal, colocando a Bahia entre as unidades com tecnologia de ponta em genética forense.
Segundo Luís Rogério, coordenador de Genética Forense, a plataforma representa um avanço expressivo:
“O equipamento aumenta a produtividade, a padronização e a segurança dos exames de DNA, especialmente nos casos de crimes sexuais”, destacou.
O diretor-geral do DPT, Osvaldo Silva, reforçou o impacto direto na produção da prova pericial, enquanto o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, afirmou que a modernização garante respostas mais rápidas e qualificadas à sociedade.
A instalação ocorre nesta semana, seguida de treinamento especializado para peritas criminais. A meta é zerar, até fevereiro de 2026, o passivo de amostras pendentes de exames de DNA em crimes sexuais.

