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Bahia anuncia investimento histórico de R$ 122 milhões para fortalecer o esporte em 2026 

Com investimento superior a R$ 122 milhões, o Governo da Bahia lançou, nesta quinta-feira (9), no Centro de Boxe e Artes Marciais da Bahia,

Com investimento superior a R$ 122 milhões, o Governo da Bahia lançou, nesta quinta-feira (9), no Centro de Boxe e Artes Marciais da Bahia, em Salvador, um amplo conjunto de ações voltadas ao fortalecimento do esporte no estado em 2026. As iniciativas abrangem desde a iniciação esportiva até o alto rendimento, além de projetos de lazer comunitário e inclusão social por meio do esporte. 

Durante o anúncio, o governador Jerônimo Rodrigues destacou o papel do investimento público como instrumento de transformação social e de ampliação de oportunidades para atletas baianos. “A gente sabe o quanto cada treino e cada competição exigem dedicação, muitas vezes com sacrifícios. Por isso, o papel do Estado é apoiar, dar condições e garantir que esses talentos tenham a oportunidade de crescer, competir e vencer, no esporte e na vida”, afirmou. 

Entre as principais iniciativas lançadas para 2026, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em parceria com a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), estão a ampliação dos programas FazAtleta — voltado ao incentivo ao esporte amador olímpico e paralímpico —, com investimento de R$ 15 milhões, e o Bolsa Esporte, que contará com R$ 4,3 milhões para apoio direto a atletas. 

O pacote inclui ainda as Copinhas da Bahia, com a realização de 158 competições de futebol em 100 municípios, ao custo de R$ 4,9 milhões, e a tradicional Copa 2 de Julho, que receberá aporte de R$ 3,3 milhões. Outros destaques são o edital voltado à dança, com R$ 4,3 milhões; o edital Golzinho, com R$ 500 mil; e o projeto Copas do Estado da Bahia, nas modalidades futebol feminino e masculino e futsal, que contará com investimento de R$ 13 milhões. Também está previsto o 2º Campeonato Estadual dos Povos Indígenas da Bahia, com aporte de R$ 600 mil. 

O secretário da Setre, Augusto Vasconcelos, ressaltou o alcance social das ações. “Este anúncio representa o maior investimento da história no esporte da Bahia, resultado de uma política pública contínua que já ultrapassa R$ 500 milhões nesta gestão. As iniciativas alcançam comunidades periféricas e contemplam públicos diversos, como crianças, idosos e pessoas com deficiência, reafirmando o esporte como ferramenta de inclusão, educação e enfrentamento à violência”, destacou. 

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O conjunto de ações contempla ainda a formação de novos atletas e a valorização do esporte como instrumento de cidadania. Entre os eventos previstos está a realização dos Jogos Indígenas Pataxó 2026, reforçando a diversidade cultural e esportiva no estado. 

Destaque nacional 

De acordo com o diretor-geral da Sudesb, Vicente Neto, um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva, em 2025, colocou a Bahia na liderança nacional na aplicação de recursos públicos no esporte. “O estado supera grandes entes da federação, como São Paulo e Rio de Janeiro. Os novos editais ampliam o alcance das políticas públicas, com valores reajustados para melhor atender os atletas em competição”, afirmou. 

Para os atletas beneficiados, os investimentos representam melhores condições de preparação e participação em competições. O campeão mundial de bodyboard, Uri Valadão, destacou a importância do apoio institucional. “Há quatro anos, a Sudesb me abraçou, ajudando principalmente com as passagens aéreas. Com esse apoio, consegui conquistar o segundo título mundial para a Bahia. Além disso, fui cinco vezes campeão brasileiro, duas vezes pan-americano e três vezes campeão latino-americano”, enumerou. 

Impactos sociais do esporte 

Atletas da base também reconhecem os impactos das políticas públicas em seu desenvolvimento esportivo. Um jovem praticante de karatê e uma medalhista de ginástica rítmica relataram como os programas contribuem para a continuidade dos treinos e a busca por resultados. 

“Gosto muito do karatê porque é uma forma de me defender. Quero ir longe, conquistar a faixa preta e crescer no esporte, quem sabe até me tornar professor”, disse David da Silva Júnior, de 10 anos. 

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Já Hevelyn Soares Alves, de 11 anos, medalhista da ginástica rítmica e participante de um projeto de revelação de talentos, celebrou as oportunidades. “É uma grande chance para mim. Hoje já tenho 18 medalhas e fico muito feliz. Desde pequena, sonho em ser uma grande ginasta e competir nas Olimpíadas”, afirmou. 

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