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Água tratada impulsiona desenvolvimento e transforma vidas no sudoeste baiano

Importante vetor de desenvolvimento econômico e social no sudoeste baiano, o acesso à água tratada é retratado na campanha 

Importante vetor de desenvolvimento econômico e social no sudoeste baiano, o acesso à água tratada é retratado na campanha “Histórias que Conectam”, lançada recentemente pela Embasa. A iniciativa reúne relatos de funcionários da empresa e de moradores de comunidades que tiveram suas rotinas transformadas a partir dos investimentos em infraestrutura de saneamento, refletindo ganhos diretos em saúde pública e qualidade de vida nos municípios atendidos. 

Uma dessas histórias é protagonizada por Rosane Brito, funcionária da unidade regional da Embasa em Caetité, e por seu pai, José Maria Brito, produtor agrícola da Fazenda Pedra Redonda, localizada no município. Sertanejos, pai e filha relatam com emoção como a chegada da água tratada, por meio do Sistema Adutor do Algodão, a partir de 2015, representou uma mudança profunda na vida da família. 

“Eu já estava pensando em ir embora daqui. Estava difícil demais. Sem água era complicado, os poços secavam e não dava para fazer nada. A água aqui foi uma bênção”, conta José Maria. No vídeo de um minuto disponível no canal da Embasa no YouTube — e atualmente veiculado em emissoras de TV aberta — Rosane apresenta uma fotografia registrada no momento em que a água tratada chegou à propriedade. A imagem mostra o pai, vestido de vaqueiro, lavando o rosto suado após a lida com o gado, e foi premiada em um concurso comemorativo pelos 50 anos da Embasa, em 2021. 

Cinco anos depois, o vídeo da campanha revela que o acesso ao abastecimento público de água tratada permitiu que José Maria permanecesse no campo, garantindo qualidade de vida para sua família e para a comunidade ao redor. “Quando não tinha água aqui, se chegasse muita gente, eu ficava preocupado de a água acabar”, relembra. 

O Sistema Adutor do Algodão representa um investimento de R$ 163 milhões, implantado em duas etapas. A primeira, concluída em 2012, possibilitou que a água captada no Rio São Francisco, no município de Malhada, fosse tratada e distribuída para as sedes de Malhada, Iuiu, Palmas de Monte Alto, Candiba, Pindaí, Matina e Guanambi, além das localidades de Ceraíma, Mutãs e Morrinhos (em Guanambi), Julião (Malhada), Guirapá (Pindaí) e Pilões (Candiba). 

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A segunda etapa foi finalizada em 2015 e viabilizou a chegada da água tratada às sedes de Caetité e Lagoa Real, bem como às localidades de Maniaçu, Morrinhos, Lagoa de Dentro, Lagoa de Fora, Pajéu do Vento e Brejinho das Ametistas, em Caetité, além de Ibitira, no município de Rio do Antônio. 

Sem mananciais perenes, as regiões de Caetité e Guanambi historicamente enfrentaram longos períodos de escassez de chuvas e de água adequada ao abastecimento público. Nesse contexto, o Sistema Adutor do Algodão tornou-se um marco para milhares de famílias. Mesmo durante estiagens prolongadas, a água tratada chega hoje a cerca de 80 mil domicílios por meio da rede distribuidora, assegurando dignidade, permanência no campo e desenvolvimento regional. 

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